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Em 1968 os EUA, a Grã-Bretanha, a França, e a União Soviética subscreveram um Tratado de limitação do fabrico de mais armas nucleares. Contudo, com o surgimento da República Popular da China como nova potência nuclear, os Estados Unidos viram com bons olhos a evolução da União Indiana no desenvolvimento de ogivas nucleares próprias. Nas academias militares norte-americanas estudam-se teorias baseadas no pressuposto de que, mais cedo ou mais tarde, haverá uma guerra nuclear entre a República Popular da China e a União Indiana. Os ideólogos globalistas até vêem nesta suposta confrontação uma solução ideal para aquela por eles pretendida: uma diminuição da população mundial. Porém, na política nem sempre o que se diz é necessariamente o que se faz.
Em 1974 e 1998, os Estados Unidos condenaram os testes nucleares indianos, sujeitando a União Indiana a graves sanções. Mas agora tudo isso parece ter caído no esquecimento, embora os factos sejam os mesmos. No passado dia 27 Julho, a Câmara dos Representantes decidiu, com 359 votos a favor e apenas 68 contra, aceitar um pacto de colaboração nuclear entre os Estados Unidos e a União Indiana. Porém, os dois partidos comunistas indianos opuseram-se ao tratado, uma vez que os americanos, à última hora decidiram incluir uma cláusula que proíbe à União Indiana a concessão de facilidades ou ajuda no programa nuclear iraniano. No entanto o pacto mostra como os Estados Unidos estão a actuar com dois pesos e duas medidas. À República Islâmica do Irão proíbem a continuação do seu programa nuclear e impõem o controlo da IAEA, ameaçando com sanções. Mas por outro lado, à União Indiana, que não permite a presença de controladores internacionais, ajudam na produção de mais e melhores armas nucleares. Recentemente surgiram também notícias de que peritos indianos vão terminar até ao final deste ano a construção de um aeroporto militar no Tadjiquistão, junto da fronteira com o Afeganistão. Assim entra a União Indiana, a par dos Estados Unidos e da Federação Russa, no grupo das grandes potências que possuem as suas próprias bases militares em pontos estratégicos da Ásia Central. Os membros do Congresso norte-americano já fizeram ouvir as suas vozes não concordantes dizendo que outros parceiros dos Estados Unidos, tais como o Brasil, Taiwan, Arábia Saudita, Egipto e a Coreia do Sul vão querer saber por que razão a União Indiana acolhe este tipo de tratamento privilegiado, em detrimento de outros parceiros mais chegados. Assim sendo, quem pode criticar a República Popular da China na ajuda ao Paquistão e à Coreia do Norte no aumento e melhoramento dos seus arsenais nucleares?
Fonte: PHI, Set 2006
Lido: 1985
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