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Foi com grande espanto que os observadores político-militares internacionais registaram o facto de ter sido precisamente a Alemanha o primeiro país a revelar que algo está errado com as nossas democracias. Já Sir Winston Churchill, o primeiro-ministro britânico na 2ª Guerra Mundial (que subiu ao poder sem plebiscito) considerou abertamente a democracia como "A forma menos má de governo". Seus contemporâneos, Roosevelt e Hitler chegaram ao poder pela via democrática (ambos em Janeiro de 1933. Curiosamente também parece terem morrido, ambos por suicídio, em Abril de 1945). Quando, no pós-guerra, os vencedores impuseram a reeducação nos países ocupados, depararam com a mesma incredulidade acerca dos privilégios da democracia, tal como alguns países da Ásia que de momento a ela estão a ser sujeitos. O norte-americano está convicto do que o que é bom para a América também o é para o resto do mundo, nem se dando conta de que a adorada imagem da virgem mitológica "Democracia", entretanto, também já nos Estados Unidos se tornou numa miserável desvirtuada, apenas mantida artificialmente, enquanto aos jogos dos interesses de Mammon convier. São já duas as gerações de alunos europeus que foram educados a venerar uma ideia imaculada de intocabilidade da Democracia. Pôr as suas virtudes em causa, tem sido considerado o quebrar de um TABU, que ultrapassa o crime de heresia. "Isto simplesmente não se pode fazer!". Só assim se compreende o efeito que duas sondagens realizadas este ano na Europa causaram. Os resultados foram de tal forma assustadores para o sistema existente que se tentou passar uma esponja por cima e evitar as suas publicações. A INFRATEST-DIMAP colocou a seguinte pergunta às populações europeias: "Estão satisfeitas com o funcionamento da democracia nos seus países?". As respostas foram muito reveladoras. Em Abril, apenas 30% dos portugueses responderam "Sim". No último inquérito, realizado em Outubro, a insatisfação voltou a prevalecer. O "NÃO" obteve 73% no nosso país. Também na Alemanha, 51% respondeu "Não", ou seja a maioria dos inquiridos mostraram-se desagradados com o funcionamento das suas democracias. Lido: 7753
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