|
|
|
Por João J. Brandão Ferreira
È na Ásia mais que todas soberana, Na quarta parte nova os campos ara E se mais mundo houvera lá chegara” Camões Lusíadas, Canto VII, 17
São Portugal no meio do Atlântico... A sua parcela em que repousa a maior pureza da matriz Lusitana lá está: S. Miguel Arcanjo... O expoente maior da gesta do que resta da espantosa expansão de quatrocentos. Esta a síntese do retrato político. Do ponto de vista da Estratégia é vértice do chamado triangulo estratégico português, complementado pelo Continente e a Madeira. Triângulo que se deve apoiar mutuamente, que nos dá profundidade estratégica e em que o largo oceano não deve separar, mas unir. É fronteira do “Espaço Estratégico de Interesse Nacional”, mas também o é, atenção, dos EUA, da França e da Espanha... E, noutro sentido, da Inglaterra. Quanto à Religião, é onde se verificam as maiores reminiscências do peculiar Cristianismo português de origem Templária, que se desenvolveu através do Culto do Espírito Santo, até a Contra Reforma lhe pôr um fim. Lá estão as festas do Senhor Santo Cristo, para lembrar grandezas de antanho. Economicamente vemo-los com optimismo: há potencialidades na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Pesca e indústrias associadas. E no Turismo, onde se deve procurar a qualidade e não ceder à tentação do lucro fácil, dos atentados à natureza e na multiplicação do betão. Vemos ainda boa investigação científica ligada à vida marinha. Jóia ecológica que pode ser lapidada, mas sempre preservada... Geografia única, beleza natural, paz ambiente, descanso verde para os olhos e para a alma. E a alma gera cultura. Reside nos Açores um pensamento telúrico português. Tudo isto vai na diáspora. Os Açorianos são embaixadores de Portugal por todo o mundo, não perdem o seu carácter, irradiam a portugalidade. Os Açores: uma terra do futuro e com futuro. Nove ilhas, um oásis no Mundo. Lido: 7620
Powered by AkoComment Tweaked Special Edition v.1.4.6 |
||||||||