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Por João José Brandão Ferreira* “Aqui aprende-se a conhecer e a amar Portugal” Frase escrita em tabuleta numa
Continuo a escrever todos os anos aquando do aniversário do Colégio Militar (CM). Não fujo à regra este ano. Porque o faço? Porque entendo que é fundamental para a salvaguarda da identidade e da individualidade portuguesa, preservar as instituições nacionais. Sobretudo aquelas que são estruturantes da sociedade, que representam mais valias para o País e são patrióticas. É claramente o caso do CM e também das outras escolas de ensino militares. O CM representa um cadinho onde se mistura em doses superiormente harmoniosas as virtudes militares, o saber, a liderança, a instrução moral, física, intelectual e cívica, na formação dos seus alunos. É uma formação global e intensiva. Cria elos sentimentais para toda a vida que não se confinam aos instruendos, mas que se estendem a professores, familiares, instrutores e até ao pessoal de apoio. As instalações, vetustas ou modernas, não são só pedra fria e argamassa. Têm vida por que quase têm alma. E se pudessem falar, o que não contariam?!E como há regras e há respeito, hierarquia, organização e disciplina, estão lançadas as bases para se gerar uma “ordem”. Esta ordem leva ao exercício saudável da liberdade individual e da colectiva. O objectivo será então o de lançar no tremedal da vida, um conjunto de cidadãos bem preparados, que possam constituir um escol, essencial ao progresso da Nação. Só espíritos muito baralhados, ignaros ou portadores de baixas e vis intenções, podem vir defender o contrário. Os responsáveis do que resta da Instituição Militar, devem ter isto em boa mente e não se deixarem atrair por soluções tecnocráticas ou recuarem perante dificuldades financeiras. Há coisas que não têm preço. Aos ex-alunos cabe defender em última instância o seu colégio usando, se necessário, de todos os argumentos. Por isso desvirtuar ou acabar com o CM só serve os interesses dos inimigos de Portugal. O CM não é uma instituição do passado! Está actual e projecta-se no futuro. É, até, um exemplo para o Ministério da Educação e para o país: Não existem manifestações, nem de pais, nem de alunos, nem de professores, nem de sindicatos: flúi apenas o exercício do comando e da liderança. O CM tem sempre cumprido bem a sua missão. Em regime de internato. As apetências para mudar este regime devem ser muito bem ponderadas pela simples razão de que podem descaracterizar de tal modo o CM que passe, na prática, a ser outra coisa. E há experiências que depois de feitas tornam muito difícil ou impossível o retorno a fórmulas antigas. Um apontamento para a missa militar que se seguiu ao desfile do Batalhão Escolar Avenida da Liberdade abaixo. Estava superiormente organizada e tem esta característica única no País: termina com toda a assistência a cantar o Hino Nacional. É bom que a Igreja esteja associada a este acto, pois sem embargo da sua universalidade não deve esquecer que também é portuguesa. O CM é um baluarte da Pátria, baseado no Saber, na Espada, na Fé e na Pena. E tal como uma escola primária do norte de Angola, também ali se aprende a conhecer e a amar Portugal. * TCor Pilav (Ref.) Lido: 7950
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