|
|
|
Por Rainer Daehnhardt
Como o célebre "gold-rush" de 1848, que levou tudo o que havia de escumalha humana para a Califórnia, tornando essa zona paradisíaca num gigantesco cemitério, também os locais onde se encontra petróleo rapidamente se transformam em objecto de cobiça de gente sem escrúpulos. Que vantagens teve Portugal com o petróleo de Cabinda? Não só perdeu o enclave e todo o resto do Ultramar, como parte da sua independência nacional. O que receberam os Cabindas? Catanadas, minas, guerras, ódios, miséria e uma dependência estrangeira dupla à qual nunca tinham estado submetidos. Quem hoje manda em Cabinda não são os descendentes deste antigo reino africano, mas os de tribos que nem ligação étnica com eles têm e os representantes das grandes companhias petrolíferas internacionais. Estas não exploram apenas o fundo do mar como financiam as guerras para si convenientes. Salazar tinha razão: O petróleo é uma maldição! Mas algo está errado nisto. O petróleo, em si, nada tem de errado. Pode até ser bastante prestável. O mal resulta do que fizeram dele, naquilo em que o transformaram. Enquanto se apresentava o petróleo em frascos que se vendiam como remédio tipo "banha de cobra", contra verrugas, úlceras ou maus-olhados, poucos se importavam com o mesmo. Só a invenção da lanterna a petróleo é que deu um salto significativo na busca deste "ouro líquido". Um financeiro judaico-americano industrializou a fabricação destes candeeiros e forneceu os mesmos, a custos baixíssimos, a todo mundo (incluindo uma oferta de um milhão destas fontes de luz à China). Contentes, as populações correram em massa para obter este novo utensílio (como hoje correm para obter computadores), mal se apercebendo de que estavam a escorregar para uma dependência, neste caso do petróleo, que, "grande coincidência", apenas era fornecido por este magnata. Muitas novas invenções se deram para melhor e maior utilização do petróleo e seus derivados. É ainda frequente que boas invenções sejam postas de parte apenas por não se basearem na imposta continuidade desta dependência. A quantidade de vidas que já se perderam nas guerras levadas a efeito por causa do petróleo deviam colocá-lo nas nossas mentes ao lado da droga e do dinheiro, como exemplos do que explora o pior existente na Humanidade. Porém, ainda se considera o petróleo uma riqueza, que se venera com a suposição de se tornar cada vez mais raro e mais necessário. A verdade acerca do petróleo é porém "fechada a sete chaves" e todos os cientistas que a ousaram revelar viram-se confrontados com despedimentos, difamações e até ataques físicos. Ainda se ensina que o petróleo é o resultado de vegetações antiquíssimas que se decompuseram. O tempo e pressões geológicas são dadas como razões do seu aparecimento. Os maiores cientistas mundiais que se especializaram na busca do petróleo aprenderam, no entanto, que este precioso líquido nem sempre aparece onde se espera. Por vezes, surge mesmo, onde nunca poderia estar. O mar do Norte e o Atlântico, por exemplo, são mares, geologicamente falando, muito recentes. O Atlântico ainda está a crescer diversos centímetros por ano. A sua linha berço atravessa os Açores. Consequentemente, as ilhas das Flores e do Corvo afastam-se cada vez mais das ilhas do Grupo Central. Nem o Atlântico nem o Mar do Norte tiveram tempo de alguma vez terem tido zonas cheias de vegetação que se pudessem ter transformado em petróleo. A origem do petróleo é outra! Este facto obriga a repensar muito do que nos é ensinado. Porém, não devemos esquecer de que ninguém é mais perigoso do que o medíocre com receio de ser desmascarado como tal. Por isso, continua-se a ensinar o que está errado e mantêm-se vivas mentiras, como a falta do petróleo e o seu papel indispensável como matéria-prima. Poucos se deram conta que mundialmente se estão a fechar as minas de carvão com a desculpa de não serem rentáveis. O que é estranho, porém, é a coincidência do fecho das minas ocorrer em países que de imediato aumentam significativamente as suas importações de petróleo. Há números indicativos para o aparecimento de interesses financeiros que hoje facilmente se tornam políticos e militares. Por exemplo, o custo da exploração do petróleo nos Estados Unidos da América é de onze dólares por barril. Saddam Hussein produzia o do Iraque por apenas um dólar. É lógico que houvesse quem invejasse esta "árvore de patacas"! Putin consegue até produzir petróleo a um cêntimo, o que de certa forma, explica a rapidez com que a Federação Russa se está a levantar da ruína em que Jeltsin a deixou. A escassez do petróleo é artificialmente criada pelos manipuladores da alta finança. Ainda na Primeira Guerra do Iraque se descobriu que mísseis disparados contra navios transportadores de petróleo tinham sido financiados por agentes das grandes companhias seguradoras, que multiplicaram as suas taxas cobradas a navios que saíssem do Golfo. É interessante, revelador até, verificar, que, de momento, todos os seguros para navios que saem do Golfo foram suspensos. Dá que pensar!
Lido: 8824
Powered by AkoComment Tweaked Special Edition v.1.4.6 |
|||||||||