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Por Rainer Daehnhardt Durante o passado mês (Julho de 2007), duas expedições seguiram em direcção às zonas geladas do Mar do Norte. Uma americana, saída da Noruega e outra russa, que partiu do porto de Archangelsk. Foi apenas há um século que se deram as primeiras corridas aos pólos. Nesta altura, era a glória de ser o primeiro a chegar que fazia os homens abdicarem da ética e moral e esquecerem-se da palavra dada. Seguiram-se voos sobre os polos até aos anos trinta. A primeira tomada de posse de terreno polar ocorreu no Verão antárctico de 1938-39. Um navio catapulta da Lufthansa, estacionado nas águas açorianas em frente à Horta, no Faial, recebeu a ordem secreta de se retirar do serviço do correio transatlântico, reequipar-se e fazer-se à Antárctida. Levou 82 tripulantes, grande parte dos quais cientistas dos mais especializados e dois hidroaviões. Tomaram posse de 600.000 km2 em nome do Reich Alemão, marcando o território com bandeiras metálicas e instalaram ali uma unidade científico-militar. Esta não se rendeu em 1945, o que por muitos é visto como razão para que a Alemanha nunca tenha recebido um Tratado de Paz e seja ainda classificada pelas Nações Unidas como "Nação Beligerante" e "Membro de Não Pleno Direito". (Toda a documentação original desta expedição alemã encontra-se na Biblioteca Central da Marinha Portuguesa). Agora, foi a Federação Russa que colocou a sua bandeira (também metálica) num dos pólos; precisamente no Pólo Norte, a 4261 metros de profundidade, debaixo do gelo polar. É curioso saber-se que já em 1774 estava planeada a construção de um submarino, num estaleiro lisboeta, com o qual o Conde Reinante de Schaumburg-Lippe pretendia passar debaixo da capa de gelo do Pólo Norte. Tal façanha apenas foi conseguida em 1957, pelo submarino americano "Nautilus". As vozes descontentes de vários países membros da NATO levantam-se agora contra Putin porque simplesmente tinham considerado esta zona do globo como sua exclusividade. Enganam-se! Também há outras nações cujas fronteiras são vizinhas do Pólo Norte. Mesmo em relação ao Pólo Sul passam-se factos de peso, pouco conhecidos. Um dos últimos soldados alemães da II Guerra Mundial vivos, o advogado Manfred Roeder, líder da oposição conservadora à governação pró-americana da RFA, foi preso recentemente no Aeroporto de Nova York, metido no cárcere de JFK, em condições inqualificáveis, e deportado como "Persona Non Grata" para a República Federal Alemã, onde já cumpriu cerca de 14 anos de prisão por "Delitos de Opinião". Apenas se deslocou aos EUA para visitar um dos seus filhos antes da próxima guerra rebentar. Visita idêntica fez a um outro filho seu na África do Sul. Recebeu agora um convite para ir a Moscovo expor os seus pontos de vista. Estes tornaram-se especialmente interessantes visto Roeder ter-se junto ao líder da oposição progressista à governação pró-americana do Japão, Ryo Ohta, e lançado a nível mundial um Manifesto da Criação de um Eixo da Sobrevivência (entretanto já traduzido em 14 línguas). A prisão e expulsão de um líder alemão em nada beneficiou a situação norte-americana cada vez mais discutida. O secreto afundamento (por submarino) dum navio norte-coreano que seguia no Mar Árabe, a 12 de Julho, em direcção ao Irão, supostamente com carga nuclear, também não aumenta a confiança. Como não o vai fazer a já muito próxima declaração da criação da UNIÃO NORTE-AMERICANA onde o México, os EUA e o Canadá são todos metidos no mesmo caldeirão. Perante tudo isto, parece que o alargamento das eventuais zonas de conflitos para os pólos é apenas circunstancial. Pode porém ser vital, porque o maior reservatório de água potável se encontra dentro da camada do gelo (1,8 km de espessura), sobre a Antárctida e tanto o Reich Alemão (juridicamente ainda existente), a Federação Russa como os EUA o reclamam! Lido: 2524
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