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Por Rainer Daehnhardt Durante séculos os europeus habituaram-se a ver na Suiça o exemplo do fair-play, da capacidade de autodefesa, da prontidão imediata em ajudar a quem precisasse de auxílio e da não intromissão em assuntos externos. As primeiras notícias de que algo estranho se passava nos Alpes surgiram com os exilados políticos suíços no estrangeiro, inclusive em Portugal. Perseguidos pelas suas convicções consideradas politicamente incorrectas, radicaram-se longe da sua pátria, porque nela teriam de cumprir penas de prisão por "delito de opinião". De que lado surge o vento anti-suíço foi colocado na pergunta do Professor Andres Studer (exilado político suíço residente em Portugal), quando criou o termo "Swissrael?". Ultimamente surgiram notícias que despertaram a atenção dos observadores internacionais e que mesmo aos suíços devem dar que pensar: a) A Suiça entrou numa espécie de sucursal da NATO, que se auto proclama "PARCERIA PELA PAZ" (PfP="Partnerschaft für den Frieden" – uma denominação que faz lembrar a obra 1984 de Orwell); b) Durante os séculos passados era impensável a Suiça juntar-se a qualquer pacto militar estrangeiro. Este tempo parece ter terminado; c) Hoje já se encontrem soldados suíços colocados em 13 países, conforme demonstra a "homepage VBS-Kompetenzzentrum"; d) Já se pode ver a bandeira suiça ao lado da americana no Afeganistão, no Chade, no Congo e, em breve, no Sudão; e) O pedido de aquisição de grandes aviões de transporte de tropas pela Suiça demonstra que há quem planeie aumentar drasticamente os actuais 250 soldados suíços empregues no estrangeiro para contingentes de grandes dimensões; f) Como é possível que um avião de combate alemão (um Tornado) se despenhe em vôo de treino através de vales suíços? O facto ocorreu há pouco e demonstrou pela primeira vez, que zonas de montanhas suíças estão a ser utilizadas por forças estrangeiras como terrenos de treino para combates em países com semelhanças; g) Há dias morreram seis recrutas suíços nos Alpes em preparação para uma guerra, ainda não se sabe onde; h) Isto é especialmente estranho por as forças de defesa das zonas alpinas suíças terem sido dissolvidas porque consideradas desnecessárias; i) Em contrapartida, são forças helitransportadas britânicas que treinam na Suiça e desembarcam em zonas montanhosas cobertas de neve; j) Uma força americana (Airborne Division 82) efectuou treinos secretos na Suiça, em Lauterbrunnental; k) Tropas de elite israelitas treinam na Suiça cenários de combate futuros; l) Até a "Neuer Züricher Zeitung" revelou, na sua edição de 13 de Julho, a presença de unidades navais britânicas na Suiça. Antigamente a Suiça alugava apenas os seus soldados como mercenários. Hoje parece "autoalugar-se", num cenário de uma Europa que já não se defende, mas apenas cumpre ordens de terceiros. Examinando país por país da chamada "Velha Europa" torna-se assustador verificar a incapacidade da sua autodefesa. Historicamente falando, vivemos um momento de convite à invasão! Lido: 2642
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