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Fonte: Kaiserkurier nr. 3/2007 Segundo nos consta, o apelo dos historiadores franceses, publicado no jornal parisiense “Liberation”, pela liberdade da História, e que entretanto já foi assinado por centenas de pessoas que trabalham nas universidades, ainda não foi tornado público pelas imprensas alemã e austríaca. Consequentemente, vamos divulgá-lo aqui. Liberdade para a História «Consternados com as cada vez mais frequentes intervenções políticas na análise de acontecimentos históricos e surpreendidos com as acções judiciais contra historiadores, pesquisadores e autores, queremos relembrar os seguintes princípios: A História não é uma religião. O historiador não aceita dogmas, não respeita proibições, não conhece tabus. Ele pode chocar. A História não é uma instância moral. A missão do historiador não é elogiar, nem condenar. Ele explica. A História não é escrava do espírito da época. O historiador não sobrepõe o passado aos conceitos ideológicos do presente e não insere nenhuma sensibilidade actual nos acontecimentos do passado. A História não pode assegurar a tarefa da memória. Ao desempenhar o seu trabalho de pesquisa, o historiador reúne as recordações das pessoas, compara-as e confronta-as com documentos, objectos e vestígios, e determina os factos. A História toma em consideração as recordações, mas não se limita a elas. A História não pode ser objecto da Justiça. Num Estado livre, não cabe ao Parlamento, nem à Justiça, determinar a verdade histórica. A maneira de agir do Estado não é a maneira de agir da História, por muito que esteja animada com as melhores das intenções. Exigimos a abolição desta determinação legal que é indigna de um regime democrático.» Reprodução de “Kommentare zum Zeitgeschehen” (Comentários à Actualidade), Número 443. Lido: 7628
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