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A SCO é uma organização internacional com sede em Pequim. As Repúblicas Populares da China, Rússia, Uzbequistão, Kazaquistão e Tajiquistão pertencem-lhe. O grupo Shanghai Five, antecessor da SCO, foi criado em 1996, em Xangai, para a resolução pacífica das escaramuças fronteiriças. A cimeira de 2001 incorporou os acordos do Shanghai Five Usbekistan nos acordos do Shanghai Five. Ao mesmo tempo, os cinco chefes de Estado assinaram, em 15 de Junho de 2001, a declaração da criação da Shanghai Cooperation Organization. Em 2002, assinaram a Carta da SCO que estabelecia os objectivos, os princípios, a estrutura e o modus operandi da organização. Com esta carta a SCO obteve um enquadramento de Direito Internacional. Estados com estatuto de observadores, tal como a Mongólia, a Índia, o Paquistão e o Irão, também pertencem à SCO. Desde o início, um dos objectivos da SCO foi criar um contrapeso aos EUA para evitar conflitos que lhes dessem um pretexto para uma intervenção militar em território da Ásia Central. De 9 a 18 de Agosto, realizaram-se as manobras “Missão da Paz 2007”, na Rússia, em paralelo com a Cimeira da SCO, em Bishkek, na qual os exércitos de todos os Estados-membros tomaram parte. Referindo-se a uma reportagem do jornal de economia russo “RBC Daily”, a agência de notícias RIA Nowosti informava a 16 de Agosto que o governo de Moscovo estava interessado em alargar a SCO, através da admissão de novos membros, e transformar a organização numa aliança militar que serviria de contrapeso à NATO. Um dos pontos essenciais do encontro, deste ano, foi a crítica diplomática dos chefes de Estado da SCO, quanto à política hegemónica dos EUA, e a exigência de um mundo cujos Estados respeitem os princípios da Carta das Nações Unidas. Para tal, os participantes na Cimeira assinaram a “Declaração de Bishkek”. Vamos aqui publicar a primeira parte dessa declaração que trata dos princípios da política internacional. A Declaração de Bishkek Os chefes de Estados dos Estados-membros da Shanghai Cooperation Organization (que passará a ser denominada SCO ou Organização), a República do Kazaquistão, República Popular da China, República do Kyrgistão, Federação Russa, República do Tajiquistão e República do Uzbequistão, que professam a mesma maneira, ou maneira semelhante, de abordar problemas-chave, por ocasião de uma reunião do Conselho dos chefes de Estado dos Estados-membros da SCO, em 16 de Agosto, em Bishkek, declaram que: O rápido desenvolvimento da globalização aumenta a interdependência dos Estados, consequentemente, a sua segurança e o seu desenvolvimento estão ligados uns aos outros. Os desafios e as ameaças de hoje podem ser enfrentados eficazmente através de um esforço comum da comunidade internacional, baseado em directivas acordadas e enquadrado em mecanismos multilaterais. Acções unilaterais não podem resolver os problemas existentes. Um bem sucedido sistema de segurança global só pode ser criado sob o patrocínio da ONU e a estrita observação da sua Carta. Para fazer frente aos novos desafios e às novas ameaças, a cooperação deve ser feita de forma coerente. Ou seja, sem recurso a padrões duplos e em estrita observância das normas dos Direitos Humanos. O programa para a segurança internacional não pode excluir tarefas em assuntos como a salvaguarda da estabilidade da economia mundial, a redução da pobreza, a harmonização do nível de desenvolvimento social e económico, a obtenção da segurança tanto na economia, no meio ambiente, na energia e na informação. Tão pouco pode excluir a defesa dos habitantes e dos territórios dos Estados-membros da Organização de catástrofes condicionados pela técnica. Os Estados-membros da SCO aprovam a criação de uma estrutura de segurança, baseada nas universalmente aceites normas dos Direitos Humanos, que irá: . reflectir o equilíbrio dos interesses de todos os assuntos das relações internacionais; . garantir a todos os Estados o direito de escolher livremente o caminho do seu desenvolvimento, baseado nas suas experiências históricas únicas e particularidades nacionais, de proteger a incolumidade do seu território e a sua dignidade, e participar, com os mesmos direitos, em trabalhos internacionais. . assegurar que a resolução dos conflitos e das crises internacionais e regionais se efectue com meios políticos e diplomáticos segundo os princípios e as normas dos Direitos Humanos e levando em consideração os interesses legítimos de todas as partes interessadas; . conservar a multiplicidade das culturas e civilizações e apoia a implementação de iniciativas, que têm como objectivo aprofundar o diálogo entre civilizações e religiões. Fontes: www.sectsco.org e Zeit-Fragen de 5 de Setembro de 2007 Lido: 2983
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