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por Rainer Daehnhardt Dentro de poucos dias encontrar-se-ão em Portugal (no Convento de Mafra) Vladimir Putin, Xavier Solana e Durão Barroso. Pelo menos é o que está previsto. Hoje, porém, já nada é certo! A situação político-militar mundial pode mudar em minutos. O que a Federação Russa, a NATO e a "Comunidade Europeia" têm a dizer uns aos outros pode ser alterado num último instante. O passado demonstra aos observadores que o CALDEIRÃO ASIÁTICO ESTÁ EM VIAS DE AQUECER e facilmente transbordar. O fim do Tratado Nuclear EUA-Índia Um senador americano considerou como única acção positiva da Governação de Bush o Contrato Nuclear elaborado por aquela administração com a União Indiana. Agora o Primeiro-ministro Indiano, Manmohan Singh, declarou que «vai congelar este acordo». Disfarçado como "Pacto de Colaboração Técnica", incluía cláusulas que obrigavam a União Indiana a depender parcialmente dos Estados Unidos e a impedia de utilizar o seu arsenal nuclear sem prévio consentimento da Casa Branca. Quando o cientista nuclear indiano, A. N. Prasad avisou o Hindustão da "RATOEIRA ATÓMICA AMERICANA", rebentou o escândalo porque os partidos políticos não tinham sido informados das cláusulas do acordo. Uma delas é a de que a política indiana em relação ao Irão teria de coincidir com a americana. A União Indiana é agora membro da Shanghai Cooperation Organization à qual pertence também a Federação Russa, diversos outros estados ex-soviéticos, a República Popular da China, a Mongólia, o Paquistão e o Irão. Sendo uma organização de contrapeso à NATO, como outrora o Pacto de Varsóvia o foi, exige que todos os seus membros intervenham se um deles for atacado. O cumprimento de diversas cláusulas secretas do Tratado Nuclear EUA-União Indiana impedia os compromissos assumidos na Shanghai-Cooperation-Organization. A União Indiana teve de optar! Assim abandonou os Estados Unidos da América e assumiu-se em pleno na Nação Asiática! O nascimento de uma União Cáspia O principal resultado da visita de Putin à região do Mar Cáspio foi a concordância de todos os cinco Estados interligados por este mar em proibirem a utilização dos seus países como bases militares (principalmente aéreas), por forças estranhas à região e formarem uma união comercial fortemente ligada à Federação Russa. Todos os aeroportos americanos e da NATO recentemente construídos nesta região, com a desculpa de impedir o narcotráfego, mas directamente ameaçando a Federação Russa, têm agora de ser abandonados. Os países do Mar Cáspio ficam com belos aeroportos expulsando os americanos e a NATO! A invasão turca do Iraque A Casa Branca declara não concordar com esta invasão porque politicamente é conveniente "representar" este papel. Na realidade, sabe-se perfeitamente quem está por detrás desta decisão turca: a conveniência do barril de petróleo atingir o mágico número de US $ 100.- e o interesse do principal parceiro dos Estados Unidos, que pretende uma destabilização geral em toda esta área. Quem está por detrás do fornecimento de armas às forças curdas, que serão agora atacadas, são os mesmos que estão por detrás do rearmamento da Turquia (It's all BIG BUSSINESS!). Acontece que um país membro da NATO vai atacar um estado vizinho. A nova tecnologia russa Enquanto os jornais americanos e os dos seus aliados gozavam com publicações de artigos demonstrativos do mau estado geral das ex-forças soviéticas, prepararam-se os russos para um comeback de estrondo. Hoje possuem os melhores mísseis, aviões caça, torpedos e um vasto ramo de tecnologia avançada, da qual a maioria dos militares e políticos ocidentais nem sequer ouviu falar. Seria interessante perguntar aos morcegos da Biblioteca de Mafra o que as personagens que aí se pretendem reunir terão para dizer acerca disso! Lido: 8023
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