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Por Rainer Daehnhardt
A II Guerra Mundial começou, sob o ponto de vista dos nossos historiadores encartados, com a Invasão Alemã na Polónia (1 de Setembro de 1939). Sob o ponto de vista alemão, começou a 23 de Março de 1933, com a Declaração de Guerra ao Povo Alemão, lançada internacionalmente pelo Congresso Judaico Mundial. Para os pesquisadores de factos sem interpretações tendenciosas, a II Guerra Mundial cresceu de um conflito europeu, mas começou apenas no Domingo, 7 de Dezembro de 1941, no Havai, onde primeiro se deu o afundamento dum submarino nipónico e, de seguida, o grande ataque aéreo japonês contra as forças dos Estados Unidos da América. O Tratado (Dictado) de Versalhes ordenou o desmantelamento de todos os submarinos alemães. Em 1933, a Alemanha ainda não tinha novos submarinos e dos antigos nada sobrava. Em 1939, já tinha três dezenas e preparava-se para fabricar muitos mais. As consequências foram dramáticas para os aliados que apenas se conseguiram libertar do perigo dos submarinos alemães quando introduziram sistemas de radar e de escuta que facilmente os detectavam. Em 1944 sabia-se que o serviço a bordo de um submarino alemão era uma sentença de morte. Mais de 80% dos navios que saíam para a caça não voltavam. Quando se deu a invasão dos aliados na Normandia (D-Day, 6 de Junho de 1944) os alemães juntaram todos os seus submarinos do Mar do Norte e os que se encontravam nos bunkers em França para fazer face a este desafio. 28 submarinos alemães seguiram para as praias da Normandia. Metade deles nem sequer estava em condições de submergir. Sabiam que iam para a morte. Apenas um chegou até à zona do desembarque. Afundou um navio britânico e outro americano até ser atingido por bombas subaquáticas. No dia 7 de Junho de 1944 os alemães já só tinham alguns submarinos no Mar Báltico, no Atlântico-Sul e no Pacífico. A sua grande frota de submarinos desaparecera. Todos consideraram isto o fim da Força-Submarina Alemã. Na semana a seguir deu-se uma reunião da mais alta importância onde a liderança alemã discutiu, perante a grande escassez de matérias-primas, onde estas deviam ser melhor aplicadas. O resultado foi no mínimo "estranho". No topo das prioridades, inclusive dos V-1 a V-7, colocou-se a construção de novos submarinos! Facto é que no dia 1 de Maio de 1945, ou seja uma semana antes da data por muitos considerada como o fim da II Guerra Mundial (8 de Maio de 1945), que porém ainda existe por não ter havido Tratado de Paz, a Alemanha possuía cerca de 500 submarinos a flutuar e perto de mais 100 quase prontos para a entrega. Esta última semana foi de novo fatal para os submarinos. A grande maioria foi bombardeada nos seus portos sem sequer entrar em acção. Muitos dos restantes foram afundados ou destruídos pelas suas tripulações. Do novo modelo, coberto de borracha sintética (não detectável) e equipado com SCHNORCHEL WALTHER, nem um se entregou aos vencedores. Pensou-se que já não havia mais submarinos alemães, porém faltam cerca de uma centena. As contagens foram dificultadas com um truque de estudantes. Os alemães deram números de submarinos já não existentes a outros novos, acabados de sair dos estaleiros, o que causou grandes dores de cabeça aos adversários. Também tiveram problemas os países neutrais que receberam submarinos alemães ou apenas as suas tripulações que pouco a pouco se iam entregando. Entre estes (oficialmente conhecidos) dois em Portugal (Leixões e Nazaré). Mas continuaram a ser vistos em muitos sítios. Em 1948, Salazar demitiu um general, por este ter tido conhecimento de abastecimentos de submarinos alemães no alto mar por barcos de pesca açorianos, sem nada ter feito para o evitar. Nos anos sessenta e setenta surgiram submarinos desconhecidos em águas territoriais suecas. Com pleno direito disso, os suecos fizeram caça aos mesmos e largaram muitas bombas, sem que tivessem conseguido afundar nenhum. Quando os russos informaram que estes submarinos não eram seus e se encontravam com idênticos problemas de intrusão, os suecos classificaram os "submarinos fantasmas" como sendo provavelmente alemães. O Governo Alemão Federal ofendeu-se com isso, porque se considera "alemão". Na RFA é proibido por lei levantar a hipótese de ainda existirem forças alemãs da II Guerra Mundial que não se renderam. Facto porém é que, em 1949, ainda se entregaram forças alemãs na Gronelândia e que, no início dos anos oitenta se descobriu, no polo magnético (ao norte do Canadá), uma estação de observação alemã que, pelos jornais aí encontrados, ainda teria estado ocupada e fornecida até meados dos anos setenta. Uma das imposições dos Aliados na criação da RFA pela Comissão de Controlo dos Aliados, em 1949, foi a de a RFA não construir navios equipados com reactores atómicos. Assim os alemães federais especializaram-se na evolução dos modelos de submarinos de 1945. Tinham criado um sistema que divide a água em oxigénio para respirar e hidrogénio para alimentar as baterias dos motores eléctricos dos submarinos. Isso permitia a movimentação silenciosa e mergulhos prolongados, condições vitais para submarinos. Os enormes submarinos nucleares americanos e soviéticos dos nossos dias usam energia nuclear. Os reactores necessitam de permanente arrefecimento e este não se consegue de forma silenciosa. Assim, são facilmente detectáveis por escutas sonoras. Também deixam um rasto de água quente visível por satélite. Perante estas inconveniências, diversos países optaram por adquirir estes submarinos alemães, relativamente pequenos, mas muito eficazes. Em águas de 14 metros de profundidade podem andar a toda a velocidade; qualquer submarino atómico ficaria encalhado. Os argentinos, que tinham um destes submarinos alemães, o "San Luis", do tipo 209, construído em Kiel em 1982, dizem que apenas perderam a Guerra das Malvinas contra a Grã-Bretanha por causa de uns fios eléctricos trocados. O seu submarino tinha-se aproximado do porta-aviões britânico "Invincible" e disparado um leque de oito torpedos (tipo SST-4, muito certeiros) contra o "Invincible" e os navios acompanhantes. Nenhum acertou, por causa de fios trocados por engano por um mecânico argentino. O almirante britânico Sandy Woodward, comentou que teria de retirar as suas forças caso perdesse um dos seus dois porta-aviões. Os britânicos ainda dispararam mais de cem torpedos caça-submarinos contra o "San Luis", mas não o conseguiram apanhar. Durante seis semanas a esquadra britânica viveu com medo deste pequeno submarino que se tinha aproximado tanto sem ter sido detectado. Os alemães federais construíram nos últimos anos três submarinos ainda mais sofisticados. Um dos incentivos de todos os operários envolvidos foi o facto de construírem os melhores submarinos actualmente existentes. Grande foi o seu desapontamento quando descobriram que os políticos de Washington e Tel-Aviv tinham entretanto ordenado aos políticos da RFA (ainda não soberana e debaixo da batuta da Comissão de Controlo dos Aliados) a entrega destes três submarinos a Israel. Foram entregues e, de seguida, equipados pelos americanos com ogivas nucleares. O seu paradeiro é desconhecido. Recentemente deram-se manobras da NATO nas Caraíbas. Um submarino alemão-federal (U 24) fez parte das mesmas e levou oficiais americanos a bordo para verificarem todas as manobras. A sua tarefa era tentar conseguir penetrar o anel de defesa do porta-aviões americano "Enterprise". Não só conseguiu isto, e de forma não detectada, como até disparou simuladamente um leque de torpedos contra o porta-aviões e fotografou o mesmo através do seu periscópio. De seguida, e sem pré-aviso, surgiu à superfície mesmo ao lado do porta-aviões. O almirante americano entrou em fúria e os oficiais americanos observadores, a bordo do submarino alemão-federal suaram a valer. A opinião expressa por muitos políticos e militares foi "Malditos submarinos alemães!". Lido: 8533
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