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Fonte: National Journal (Novembro 2007) Já não se trata de saber se os EUA se vão desmoronar, mas quando. Os EUA arruinaram-se totalmente devido à sua ganância diabólica. Deixaram de produzir, ou seja, criar riqueza, para garantir o sistema monetário, e só ambicionavam desviar para as algibeiras das financeiras de private equity, com a ajuda da política de especulação, o dinheiro que o povo ganhara com o seu trabalho. Durante muito tempo, ninguém deu pela queda do valor acrescentado por a hegemonia do dólar americano conseguir equilibrar a falta de valor do papel. Enquanto o dólar foi a principal moeda no mundo, todos os países tiveram de pagar as suas importações em dólares, especialmente as importações de energia. Isto significa que eram obrigados a trocar as suas moedas fortes pelo dólar. Foi assim que o dólar enfraquecido manteve a sua força durante muito tempo. Foi assim que os EUA/Israel sobreviveram. Isto alterou-se facilmente com a entrada em vigor do euro. Mas o golpe de misericórdia foi dado pelos monopolistas da energia ao começarem a vender em euros em vez de dólares. Actualmente, os EUA precisam de 2.5 mil milhões de dólares, por dia, em moeda estrangeiras, para não se desmoronarem financeiramente. Se os EUA tivessem exportações neste montante, o dólar seria uma moeda sã. Mas o câmbio das moedas do resto do mundo em dólares diminui a olhos vistos, pois há cada vez mais países de grande intercâmbio comercial a desligarem-se dele e a calcularem a sua energia em euros. «Há muitos indícios de que a queda do dólar vai aumentar. É que o mercado de divisas aposta, cada vez mais, nos países do Médio Oriente desvincularem as suas moedas do dólar.» (Welt, 20.11.2007, página 19) Já não há fuga possível. Se algumas pessoas, em Washington, tentassem imprimir mais notas sem valor, seria equivalente a um colapso financeiro, não apenas local, mas global. Nem uma mala cheia de dólares chegaria para comprar alimentos para um dia, nos EUA, Até agora, sobretudo os países produtores de petróleo compravam obrigações do Estado americano sem qualquer valor. Isto é, forneciam o seu petróleo, recebiam títulos em dólares americanos que eles voltavam a investir em obrigações americanas. Mas como o valor do dólar não pára de cair, a América já nada tem para oferecer, o valor acrescentado transferiu-se para a China, os países que até agora apoiavam o dólar deixaram de suster a América. Eles pedem dinheiro a valer, pelas suas exportações. A fuga ao dólar vai aumentar de maneira que os EUA não terão meios para manter o Estado financeiramente vivo. «O facto da queda do dólar estar aberta a debate demonstra a dimensão da sua fraqueza e o afrouxamento do domínio político e económico dos EUA.» (Welt, 20.11.2007, página 19) Numa Cimeira, em Doha, no Qatar, em 3 e 4 de Dezembro de 2007, os Estados do Golfo vão decidir o desligar escalonado das suas moedas do dólar. «Se o Conselho de Cooperação do Golfo soltar o acoplamento ao dólar, os produtores de petróleo terão menos motivos para investir os seus lucros nessa moeda. Estes países petrolíferos compram três vezes mais obrigações do Estado dos EUA do que outros investidores estrangeiros... As instituições estatais e os particulares sacariam, provavelmente, o seu capital investido em dólares e investiriam noutras moedas.» (Welt, 20.11.2007, página 19) O início do fim da América que se aproxima rapidamente. Mas, nos EUA, tomaram providências para o desmoronamento. O golpe não será tão devastador, se a Europa se desmoronar ao mesmo tempo. É por isso que o desmoronamento da Europa há muito que foi preparado pelos EUA/Israel. Em termos de política financeira, os países da UE, com a ajuda do sistema das financeiras de private equity, ficaram quase tão arruinados como os EUA. Os que queriam ajudar fizeram investimentos sem valor com o dinheiro do seu povo, algo que já por si tem de resultar numa catástrofe financeira. Mas foram os EUA que criaram o maior detonador, com a sua política multicultural. A Europa, sobretudo, a Alemanha Federal, transformou-se num barril de pólvora multi-étnico. Jornais turcos podem incitar os seus compatriotas, abertamente, a reduzirem Berlim a cinzas, sem que a Alemanha Federal possa fazer algo contra isso. Com a guerra de agressão contra a Sérvia, os EUA/Israel puseram os Balcãs em estado de alerta. Através da sua guerra de agressão e infringindo o Direito Internacional, os EUA/Israel e os seus apaniguados europeus criaram um novo Estado – o Kosovo albanês. Em 18 de Novembro de 2007, o ex-terrorista albanês Hashim Thaci foi eleito, pelos seus compatriotas, para Primeiro-Ministro do novo Estado ilegal, segundo o Direito Internacional. Thaci vai proclamar a criação do Estado albanês em solo sérvio, depois dos delegados das Nações Unidas terem de reconhecer o previsível fracasso das conversações com a Sérvia e o Kosovo albanês, em 10 de Dezembro de 2007. Está visto que a Alemanha Federal será o primeiro país a reconhecer o “Kosovo-Albanês”. É evidente que os EUA, a Grã-Bretanha e a França seguir-lhe-ão o exemplo. O Estado de Thaci, por obra e graça da NATO, não poderá contar com o reconhecimento da Rússia e da Sérvia. Com isto, ficam criadas as condições para pôr os Balcãs a ferro e fogo. Além disso, há que contar com o facto de Chipre, a Grécia, a Roménia e a Bulgária, todos países da UE, também não reconhecerem o “Kosovo-Albanês”. Ainda mais, a parte norte do Kosovo, que é habitada quase exclusivamente por sérvios, vai separar-se da parte albanesa e declarar a sua independência apoiada na pátria sérvia. Isto poderá ter como consequência a Sérvia, com a possível ajuda militar da Rússia, enviar tropas para o norte do Kosovo para proteger os seus compatriotas. Desenha-se uma guerra dos Balcãs. É provável que a delimitação étnica dos albaneses leve a que a parte sérvia da Bósnia-Herzegovina, a República Srbska, se separe da Bósnia-Herzegovina. Também neste caso, a Sérvia terá de recorrer a medidas militares para garantir a segurança do seu povo. O (israelo)-americano Richard Holbrook, antigo Secretário de Estado da Administração dos EUA, desempenhou funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros em relação à Europa, sob Bill Clinton, e entabulou o Tratado de Dayton, em 1995. Este Tratado forçou a entrada de povos distintos em formas de governo comuns, apesar de eles não quererem estar juntos. Com uma previsão inteligente, Holbrooke criou as bases para poder transformar a Europa num mar de chamas, no momento apropriado. Só os maníacos do diálogo viam nesta conspiração assassina um enriquecimento multicultural. Já naquela altura os albaneses se demarcaram do morticínio e do terror levados a cabo pelo grupo étnico sérvio. Agora proclamam o seu Estado de raça pura, depois de Bill Clinton ter jurado solenemente que a sua guerra de agressão contra a Sérvia, e a subsequente ocupação dos Balcãs, se destinava ao estabelecimento de democracias pacíficas multiculturais. «Considero necessário um empenho constante e persistente americano (nos Balcãs), para lá fomentar democracias multi-étnicas.» (Welt, 17.4.1999, página 7) Em 1975, havia 200.000 albaneses a viver no Kosovo, hoje há dez vezes mais. Entretanto, os habitantes primitivos da Sérvia não passam dos 150.000. Estes sobreviventes sérvios são potenciais vítimas do novo terrorismo étnico albanês, se a Sérvia não intervir militarmente. Ao contrário de 1999, o Ocidente não se atreve mais a bombardear os sérvios, nesta guerra porventura prestes a eclodir. A Rússia, a potência defensora dos sérvios, vai desta vez impedir a sua aniquilação. Em caso de a situação se agravar, depois de 10 de Dezembro de 2007, os soldados da NATO, que permaneceram nos Balcãs, terão de retirar rapidamente, pois um recontro com as forças servo-russas significaria um aniquilamento total para eles. Richard Holbrooke, que entabulou o barril de pólvora multicultural nos Balcãs, só sente escárnio pela Europa que está prestes a rebentar. Ele declara cinicamente que foi o «desejo de independência» albanês que «provocou uma crise no sudeste europeu.» (Welt, 19.11.2007) Se os EUA/Israel se desmoronarem, por terem sido sugados até às raízes da comunidade pelas financeiras de private equity, os detentores do poder esperam que, através da sua política multicultural de barril de pólvora, na Europa, tenham criado todas as condições para arrastarem consigo para o abismo a UE, o seu concorrente no mercado mundial. Na realidade, as suas hipóteses são boas para tal. Na sequência dos tumultos financeiros e da agitação da guerra dos Balcãs que se aproxima, que também se alastrarão para a multicultural Alemanha Federal, o primeiro a afundar-se será o euro. A seguir, será o fim das uniões políticas. Que é que disse Alan Greenspan por altura da introdução do euro? «O euro virá, mas não vai resistir». Muitas nações não vêem nenhuma tragédia no desmoronamento dos EUA/Israel e da UE. Das cinzas deste pesadelo (talvez) nascerá uma democracia étnica, um novo Estado de bem-estar. Lido: 8381
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