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Nota preliminar Desde sempre que só se pode criar dinheiro através do endividamento ou de recursos. O endividamento pressupõe sempre que alguém pode dar garantias pelo montante, e como antigamente a maioria das pessoas não tinha bens, a ‘alta finança’ concentrava-se nos recursos. Avançou e colonizou o Mundo. Depois, vendiam nos mercados mundiais as matérias-primas que, na maioria das vezes, eram obtidas através de trabalho de escravos. Quando a escravatura foi abolida, passaram a empregar a mão-de-obra mais barata que podiam encontrar. Os países colonizados, que sempre estiveram sob o controlo da ‘alta finança’, foram por ela explorados, na medida em que o preço de compra era o mais baixo possível e o de venda o mais alto possível. Eles não estavam interessados em que as pessoas se formassem e conseguissem uma qualificação mais alta porque o sistema monetário não estava orientado para tal. Países como a Alemanha, que só muito tarde descobriu a colonização, tinha de ser bem sucedido na escala de valores, através de uma qualificação mais elevada. Desta forma, o comércio dos produtos alemães desenvolveu-se em todo o mundo, algo que ameaçou a ‘alta finança’. Apesar de os direitos de importação, sobre as mercadorias que não eram de origem inglesa, serem muito elevados nas colónias, os produtos alemães eram cada vez mais procurados. Dado os países que detinham as matérias-primas terem escassez de divisas, os produtos alemães não só ganhavam por serem de melhor qualidade, como também por ser possível obtê-los através da permuta de matérias-primas, curto-circuitando assim o controlo de divisas britânico. A Alemanha ameaçava a supremacia da libra no mercado mundial. Este foi um dos motivos essenciais para envolver a Alemanha numa guerra mundial. Os laços de família do Rei Eduardo VII e do Imperador da Alemanha complicaram a situação. É que a mãe do Imperador Guilherme era filha da Rainha Victoria de Inglaterra e o seu Tio Bertie era o ‘Príncipe de Gales’ que, em 1901, foi coroado Rei Eduardo VII e andou na escola com Nathan Rothschild. Porém, a ‘alta finança’ sabia que a Alemanha assinara um tratado de assistência com a Áustria, portanto, também seria necessário envolver a Áustria na guerra, ficando deste modo a Alemanha automaticamente nela implicada. Eles não queriam apenas obter a supremacia mundial, queriam assegurar, de uma vez por todas, o controle mundial de todos os sistemas monetários. Deste modo, era indiferente se um país era ou não produtivo pois tinha de garantir o valor de todos os produtos e recursos que queria comercializar, segundo esta moeda-padrão. Dado todas as moedas do mundo terem de se submeter ao mesmo sistema monetário, conseguiram o controle da economia mundial através desta moeda-padrão. O Império Rothschild Nada tem a ver com teorias de conspiração, se não nos esquecermos que foi Rothschild quem inventou o sistema monetário internacional. Mayer Amschel Rothschild (1743 – 1812) estabeleceu, no século XVIII, o seu império bancário e desde aí não parou de o aperfeiçoar. Para Rothschild, o dinheiro era apenas um meio para o exercício do poder. Assim, estabeleceu para os seus cinco filhos uma filial, em todos os países europeus importantes, através das quais financiava os reinos da Europa, segundo a sua divisa: “Dêem-me o controlo da moeda de um país e ser-me-á indiferente quem elabora as suas leis”. Com o seu império de bancos, Rothschild obteve, em todos os países da Europa continental, o direito de emitir dinheiro. Em contrapartida, assumiu o défice do Estado e a cobrança dos impostos. Ele aprendeu este sistema de Oppenheimer Hannover (o financeiro anónimo por detrás do Bank of England). Nathan, o filho mais velho de Rothschild, assumiu mais tarde o controlo de Oppenheimer sobre o Bank of England e seu pai duplicou esta função de banco central com os seus outros filhos, em todos os países importantes da Europa, com as mesmas condições, ou seja: 1. Os financiadores mantêm-se anónimos 2. Os financiadores determinam o valor da emissão do dinheiro 3. Determinam as reservas (naquela altura eram de 1:10) 4. Consolidam os devedores nacionais e determinam os impostos directos. Naquela altura, este tipo de operações bancárias trouxe ao Bank of England 50% de lucros com apenas um investimento de 5% que, aliás, foi pago pelo povo. Os financiadores não estavam interessados num reembolso rápido, visto que lhes dava uma grande influência política. E o dinheiro não lhes tinha custado nada. Ver: http://www.members.shaw.ca/theultimatescam/What’s%20Really%20going%20on%20out%20there.htm Com a transferência deste tipo de negócios bancários para toda a Europa, Rothschild ascendeu ao European Clearing House (e substituiu a função natural do ouro). Algo que resultou numa riqueza inimaginável. Ver ’Source of Power’ em http://www.thetruthseeker.co.uk/article.asp?ID=1095 Mayer Amschel Rothschild deixou um testamento. Segundo os documentos secretos (as actas), (que caíram nas mãos do professor russo S. Nilus, em 1901), Rothschild convocou, em 1773, para a sua casa da Judengasse (Börnestrasse), em Frankfurt, uma reunião secreta, no estreito círculo da loja maçónica, onde determinaram as suas directrizes e a maneira como iriam alcançar os seus objectivos, com o dinheiro. Aqui foi lançada a primeira pedra para o envolvimento americano que levou 3 anos mais tarde, em 1776, ao estabelecimento dos actuais EUA. Preparado de antemão, a maçonaria concretizou silenciosamente e em grande sigilo o seu maior golpe, com a criação dos EUA. Rothschild suspendeu o crédito à Nova Inglaterra para pagar soldos, algo que levou à desmoralização das tropas mercenárias, na América. A América devia ser um êxito total para a maçonaria. Aqui a loja não só disponibiliza o dinheiro, como também controla o Congresso e, desde aí, passa a designar quase todos os presidentes. Esta foi uma etapa importante na New World Order. No entanto, o objectivo era o controlo mundial através de um único sistema monetário. Até à sua morte, em 1871, Amschel Rothschild, que morreu sem deixar descendência, dirigiu a sede de Frankfurt e financiou Guilherme I. Ao mesmo tempo, foi Ministro das Finanças do Império da Prússia e financiador de todos os empreendimentos alemães importantes, desde os caminhos-de-ferro, até à construção de fábricas e de ruas, e, com a influência que exercia, determinava quem tinha voz activa no âmbito das finanças e da economia. Ele bloqueou Friedrich List como conselheiro do Rei Guilherme I da Prússia, mas não pôde impedir que, após a sua morte, as ideias de List estivessem na mesinha de cabeceira de Bismarck e que elas influenciassem, cada vez mais, a sua política (o proteccionismo como defesa da autarquia, política de tendência, orientação económica liberal, etc.) e que, basicamente, tivessem sido responsáveis pela organização e o êxito económico do Reich. A Alemanha tinha uma conjuntura económica muito favorável. Com a morte de Amschel Rothschild, em 1871, a Alemanha perdeu o homem que considerou o país um empreendimento seu, financiou-o e conduziu-o como bem entendeu. Durante a vida de Rothschild, Bismarck dependia de Rothschild, economicamente. Através da dissolução do seu império pelo liquidatário Nathan Rothschild do Banco Rothschild de Londres, os interesses alemães afundaram-se. Os Rothschild nomearam Warburg como seu agente, e ele passou a cuidar de todos os assuntos. Max Warburg ocupava um lugar importante nos serviços secretos alemães e era conselheiro pessoal do Imperador Guilherme II. Seu irmão John foi co-fundador do FED, Federal Reserve System. Na realidade, não houve outro motivo para a I Guerra Mundial do que introduzir a moeda-padrão internacional e assim proteger a hegemonia mundial da libra esterlina para a ‘alta finança’. Em 1913, depois de a ‘alta finança’ ter conseguido obter para o FED a hegemonia sobre o dólar e, consequentemente, poder emitir ‘dinheiro próprio’, o Tesouro americano perdeu o seu poder e ficou livre o caminho para o sistema monetário único sob a égide do dólar. O Exército No século XX, o exército estava tão mecanizado e, consequentemente, dependia de valiosos recursos (que estavam sob o controlo da ‘alta finança’) que era possível fazer uma guerra que o capital iria ganhar. É que esta máquina de guerra não podia funcionar se bloqueassem o acesso do país a uma das fontes de dinheiro e à fonte de recursos. A Alemanha ficou económica e militarmente tão poderosa que a ‘alta finança’ se decidiu pela guerra. O que não conseguissem controlar seria destruído uma vez por todas. Em 1916, a Alemanha tinha derrotado praticamente todos os seus inimigos, sem que houvesse uma guerra em território alemão. Contudo, as propostas de paz da Alemanha foram recusadas pela ‘alta finança’. Sabia-se que o Imperador alemão não iria conquistar a Inglaterra (tinha laços familiares com a Coroa inglesa) e também se sabia que o fim económico e militar tinham de chegar porque sem dinheiro e sem recursos não podiam ir longe. O conceito da ‘alta finança’ era destruir todas as estruturas estatais. Este objectivo foi alcançado com o armistício de 1918 e os antigos impérios dos Habsburgos, Hohenzoller, Romanov e otomanos foram destruídos definitivamente. Então, apoderaram-se das reservas de ouro e dos bancos de todos os países. Este conceito resultou em introduzir um sistema bancário internacional uniformizado, que só podia emitir dinheiro se se tivesse endividado essencialmente na sua moeda – o dólar – que tinha, supostamente, uma forte cobertura de ouro. Na civilização ocidental, o ouro sempre foi a coluna dorsal da moeda. Para os demais blocos monetários do mundo ficarem sob a sua dependência, a ‘alta finança’ teve de colocar todo o ouro do mundo sob o seu controlo. Com a adopção da moeda americana pelo FED (que já lhes pertencia desde 23.12.1913), estavam criados os pressupostos para a I Guerra Mundial. Pelos vistos, eles continuavam a considerar os lucros decepcionantes. Calculava-se que continuava a haver grandes quantidades de ouro nas mãos de particulares. Eles também queriam este ouro. Para tal, era preciso – como ficou demonstrado no passado – uma escassez de crédito que, devido ao vencimento dos créditos antigos, levou imediatamente ao aumento da procura de dinheiro. Mas como não criavam novos créditos e, consequentemente, dinheiro, isto dava sempre numa ‘corrida ao ouro’ que levava todo o ouro disponível, nas mãos de particulares, para as suas algibeiras. Só nos EUA, expropriaram e confiscaram, por lei, o ouro particular do povo, três dias após a tomada de posse de Roosevelt (Presidential Executive Order 6102 3.4.1933). O Japão tinha um estatuto especial porque, como aliado, mantinha reduzida a importância da China. Mas quando compreendeu o conceito colonial da ‘alta finança’ e reparou que esta só colonizava os países com matéria-prima (por só estes estarem previstos para a criação de dinheiro, pela ‘alta finança’), o Japão apropriou-se de gigantescas reservas de matérias-primas, no sudeste asiático e no arquipélago indonésio. Era desta forma que pretendia acabar com a sua dependência monetária, visto que há muito que já não tinha dinheiro e precisava de dólares. Até Bretton Woods, 1944, não havia outros recursos no mercado mundial que o ouro e o dólar. Depois disso, só a troco de dólar. A obra estava concluída. Mas voltando à hiperinflação de 1923, foi a última acção para se apoderarem dos valores ainda nas mãos de particulares, após a I Guerra Mundial, na Alemanha, e, ao mesmo tempo, aplicarem medidas punitivas contra o ’Nationale Zentrum’ (Centro Nacional) pela eliminação nas urnas dos seus políticos do SPD, defensores do cumprimento do Tratado de Weimar. Muitos políticos centristas disseram abertamente o que outros apenas pensavam e andavam sempre em discussão com os donos particulares do Reichsbank e devido a sua influência na República de Weimar. Wirth, Hermes e Bauer também queriam voltar a introduzir a moeda de Estado, em vez do dinheiro particular que os ‘aliados’ imprimiam e controlavam, após se terem apropriado do Reichsbank, e que designavam como moeda de Estado. É preciso repetir que a ‘alta finança’ despoletou a I e II Guerra Mundial com a finalidade de introduzir uma moeda única de reserva mundial sob a hegemonia do dólar. Eles não queriam nenhuma moeda de Estado. Defendiam uma moeda particular, que estivesse sob o seu controlo, ao estilo do FED. Indiferentemente do que hoje se ensina nos livros da escola, a República de Weimar era parecida com o recentemente investido Governo do Iraque, uma das estruturas políticas estabelecidas pelos ‘aliados’, com um surpreendente elevado número de judeus, que até lá jamais fora visto na política. A política foi conduzida pelo capital e os seus imperativos. Depois de a I Guerra Mundial ter roubado à Alemanha todo o seu ouro e todos os seus bens, impingiram-lhe uma sub-moeda do dolar, que funcionava segundo o sistema bancário fraccionário. O motivo principal para o entendimento errado do dinheiro origina desta altura, em que se confundia o conceito antigo da moeda coberta por ouro com as novas criações monetárias, com cobertura de uma moeda estrangeira, sendo que, até 1971, a cobertura em ouro não passava de teoria, revelando de seguida o seu verdadeiro rosto de fiat money (dinheiro por decreto). Até à I Guerra Mundial, o marco do Reich tinha uma cobertura em ouro. Depois, começou a era da cobertura em dólar. Quando, depois da I Guerra Mundial, se falava de marco de ouro, significava que o marco do Reich seria trocado por dólares pelo câmbio em vigor (RM 4.20:$1 determinado pela ‘alta finança’) para comprar ouro. O preço do ouro era diariamente fixado pelos Rothschild, em Londres, desde 12.9.1919 até 2004. O mundo da finança precisava de um novo entendimento da economia e arranjou para esse fim o novo guru John Maynard Keynes que não pára de ser citado desde então. Ele tanto zelou pela introdução da moeda fraccionada, como sobre as negociações do Tratado de Versalhes, a execução da hiperinflação, a criação do sistema de câmbio internacional e do BIS (Bank for International Settlements), e a construção do Banco Nacional do Reich. A cobertura em ouro A cobertura em ouro de uma moeda era cara e sempre se efectuou através de um endividamento do Estado à ‘alta finança’ que, depois, supostamente, punha o dinheiro à disposição, ou, sujeito a direitos, depositava-o nos seus calabouços à ordem do respectivo Estado. Dado todas as reservas de ouro terem sido recolhidas, devido à I Guerra Mundial, e as minas de ouro estarem, há muito, na posse da ‘alta finança’, o dólar foi equiparado ao ouro, visto o FED particular, que emitia esse dólar, ser o único detentor de todo o ouro no mundo e declarar que dava uma cobertura em ouro ao dólar. Isto referia-se só à pretensa protecção da moeda e não aos particulares que, a partir de 1933, praticamente não possuíam nada, além dos objectos em ouro para fins ornamentais. Os demais países praticamente não tinham ouro e abandonaram o padrão-ouro, até 1932. Para expandir a sua economia, precisavam de mais ouro, algo que já não existia no mercado mundial, e assim tiveram de se virar para o dólar, como cobertura de ouro, pois este havia em abundância, em troca do endividamento. A partir de 1933, só se podia comprar mercadorias e matérias-primas internacionais com ouro, ou seja, com o dólar com cobertura de ouro. Com isto, acabaram de recolher as restantes reservas mundiais de ouro através das suas bolsas de matérias-primas, que também controlavam há muito tempo. Para o comércio internacional, os países tiveram de adquirir reservas de dólares, em vez de reservas de ouro. A ‘alta finança’ determinava o câmbio para a moeda de cada país. Como consequência à imposição do dólar, seguiu-se a dependência e a apoderação sucessiva da riqueza de cada Estado, até hoje. Aquilo que os alquimistas da Idade Média jamais conseguiram fazer, nomeadamente, produzir ouro, foi conseguido através do dólar de papel. O mundo pensava que o dólar era sinónimo de ouro, passando a endividar-se em dólares, algo que só estava disponível através de um endividamento anterior, ou a existência de recursos de matérias-primas. Este endividamento representava uma receita infinita de juros para a ‘alta finança’. Cada crédito em cada país exigia, portanto, um endividamento anterior, em dólares. Ou seja, também os pequenos créditos na Caixa Económica só podiam ser concedidos contra garantias de empréstimo, que apenas representavam um endividamento do Estado, em dólares. A ‘alta finança’ levou a cabo um enorme golpe contra a humanidade, que não para de desenvolver e de aperfeiçoar. O dinheiro da República de Weimar Na Alemanha, o dinheiro já não seria emitido pelo Tesouro do Reich, mas pelos bancos comerciais. Aqui estavam a pisar terra virgem, algo que exigia um tempo de aprendizagem para o qual a ‘alta finança’ tinha constantemente de aperfeiçoar as leis em vigor desde 1919. O que a ‘alta finança’ sempre sonegou ao país, após a guerra, foi pura e simplesmente o ‘capital’ e travou o poder económico dele resultante. Só o ouro – que já não havia – tinha valor. Através da escassez do crédito pretendiam arrancar a todos os países o pouco ouro que ainda restava em mãos de particulares e, ao mesmo tempo, impor a procura do substituto do ouro – o dólar. Os políticos ingénuos da República de Weimar pensavam, no seu entendimento financeiro, poderem apoiar-se no especialista da altura, Georg Knapp, e no seu livro ‘The State Theory of Money (1905)’ (ainda um clássico do domínio das finanças). Knapp dizia que todo o dinheiro que o Estado emitia continuaria a ser considerado dinheiro. Porém, a ‘alta finança’ que manipulava, desde sempre, a Bolsa e os câmbios, publicava diariamente o valor de cada moeda, por ela estipulado, e assim manipulava todos os câmbios. O Chanceler tentou dar instruções ao Reichsbank para este disponibilizar mais créditos, ou seja, dinheiro, mas o Reichsbank que, após a I Guerra Mundial, fora o primeiro banco central europeu a ser engolido, em 1918, mostrou-se indiferente. Portanto, tratava-se de um banco 100% particular e não estava sob a tutela nem do Chanceler, nem do Tesouro do Reich. Ele agia sob as ordens de Lord Montagu Norman, o Governador do Bank of England, ( http://www.tarpley.net/29crash.htm ) que, através de intermediários, tinha um firme controlo sobre os políticos alemães “cumpridores do Tratado de Versalhes” e os “Criminosos de Novembro” da República de Weimar. Quem detinha o poder sobre a emissão do dinheiro e sobre o Reichsbank, deixou que a ‘alta finança’ desse explicações, segundo a lei, sobre os manipuláveis ‘políticos cumpridores’ do Parlamento, ao Chanceler alemão (e, consequentemente, também ao povo) em 26.5.1922. Além disso, os políticos centristas estavam de acordo em não aceitar o Plano Dawes, apesar da invasão de tropas na região do Ruhr, que pretendia penhorar toda a Alemanha ao Dawes Bank, ao Central Republic Bank and Trust Co. de Chicago, para assim amortizar os pagamentos a título de reparação, ao longo de 60 anos. Consequentemente, continuava a haver escassez de dinheiro. Como é que se chegou à hiperinflação? Era evidente que a ‘alta finança’ provocara esta escassez conscientemente, não só para arrancar as últimas reservas de ouro, mas, sobretudo, para forçar a Alemanha a aceitar o Plano Dawes. Há muito que o Bank of England era de opinião que nem todos os valores alemães – especialmente o ouro que estava em mãos de particulares – tinham sido entregues e que só seria possível sacá-los através de uma hiperinflação, que trataram de desencadear de seguida. Crise de liquidez Mediante ordens de Lord Norman, o Reichsbank fez escassear o dinheiro, na medida em que suspendeu a atribuição de novos créditos e reclamou o pagamento dos créditos antigos. Isto levou a um estrangulamento de liquidez e todos clamavam por dinheiro. Sob Bauer, o Consórcio de bancos privados, juntamente com o Tesouro do Reich, emitiu dinheiro a torto e a direito e distribuiu-o através da sua rede de bancos criados à pressa, bancos particulares, dos caminhos-de-ferro e dos correios. Em consequência disso, o Reichsbank negou-se a aceitar qualquer dinheiro (falso) que não fosse emitido por ele, algo que terminou na hiperinflação. A hiperinflação não foi consequência de haver dinheiro a mais, mas dinheiro verdadeiro a menos. A Alemanha estava endividada em dinheiro do Reichsbank (particular), mas só havia dinheiro particular disponível (emitido pelo Estado) através dos bancos dos Correios, dos caminhos-de-ferro e hanseáticos, cujo valor era rejeitado pelo Reichsbank. Já nessa altura, manipulavam as bolsas e os câmbios, e informavam diariamente o valor do dinheiro falso, em dólares. Só eles podiam manipular o valor da moeda. O Governo só percebeu tarde demais que o marco do Estado e o dinheiro do Estado já não eram a mesma coisa e que, consequentemente, estava à mercê da ‘alta finança’. Eles estavam pouco familiarizados com dinheiro para poderem aplicar a única solução possível, através da reforma da moeda (substituir a moeda antiga por uma nova) e a nacionalização simultânea do Banco Central. Não lhes restou senão aceitar todas as condições da ‘mafia dos aliados’. Esta derrota foi, evidentemente, subtraída ao povo, até hoje, e apenas explicada com a emissão e não a escassez de dinheiro. Os dois livros de Schacht, nos quais muitos historiadores se apoiam, pretendiam desviar as atenções dos verdadeiros acontecimentos. Hoje, todos os que entendem de dinheiro já perceberam que só pode haver um colapso monetário mediante o expresso desejo da ‘alta finança’. Todo o resto é presunção e confusão. (Só nos últimos 60 anos, desde a reforma monetária, houve cerca de 30 ameaços de se dar um colapso. Devido à ‘alta finança’ estar constantemente a emitir dinheiro, há uma constante desvalorização do poder de compra. Deste modo, o poder de compra do marco alemão estava menos de 2% abaixo do seu original valor de emissão, em 1948. Apesar de todos os maus augúrios, nunca chegou a haver um colapso. Só desde a introdução do euro, o poder de compra caiu 50%, e mesmo assim não houve colapso. Uma moeda por decreto não pode cair mais porque, enquanto os activos também forem inflacionados, a contabilidade estará certa.) O fim da hiperinflação A maneira como introduziram a hiperinflação foi igual à maneira como ela terminou. Através do Reichsbank criaram o Rentenbank (Banco das Pensões) que emitia o Rentenmark (marco para as pensões) que, supostamente, tinha uma cobertura de 200 milhões de dólares, através de uma garantia do Dawes Bank. Bem entendido, aqui não corria dinheiro, pois só o Rentenbank podia emitir ‘marcos para as pensões’. Quando o ‘marco para as pensões’ voltou a estar de pé, foi rapidamente designado Reichsmark, ‘marco do Reich’, ao antigo câmbio do dólar, a 4.20, e tudo ficou como antigamente. A ‘alta finança’ lucrava com tudo o que a Alemanha tinha, o que foi um prejuízo indescritível para todo o povo. Em Julho de 1925, promulgaram leis para analisar retroactivamente e rectificar as transacções efectuadas durante a inflação. O Reich alemão indemnizou os particulares pelas suas perdas, de 1923 a 1928, a uma taxa média de 15% sobre os bens trocados por títulos de fraca qualidade. Peritos do Dawes elaboraram a nova lei do Reichsbank e prorrogaram a validade das notas de 10 para 50 anos, mas o total das indemnizações não foi, para já, reduzido porque não havia poder económico disponível para tal. Assim, emitiram dinheiro suficiente, contra garantias, para financiar novas fábricas que (ao longo de um tempo indeterminado) ocasionariam pagamentos de 2,5 mil milhões de marcos. O Plano-Dawes que, mais tarde, iria dar no Plano Young (J.P.Morgan) não visava apenas a recolha de todo o ouro e dos restantes valores, também pretendia manietar para todo o sempre a economia da Alemanha. O Dawes Bank foi integrado na ‘Reconstruction Finance Corp, em 1932, que remetia para os verdadeiros proprietários. A ‘Reconstruction Finance Corp’ iniciou, em 1930, o estabelecimento do BIS para a liquidação do pagamento das indemnizações e entregou a sua organização a nada mais, nada menos que John Maynard Keynes e Hjalmar Schacht (que mais tarde foi presidente do Reichsbank sob Hitler). Para introduzir o dólar como moeda-padrão era preciso que ninguém no mundo tivesse ouro, que todo o ouro fosse recolhido. Assim, para a concretização do plano, a ‘alta finança’ teve de infligir uma recessão aos vários blocos monetários, incluindo os EUA. Consequentemente, 3 dias após a sua tomada de posse, em 1933, Roosevelt proibiu a posse de ouro e, segundo as ordens da ‘alta finança’, trocou o ouro por aparas de papel verde. Em Inglaterra, o ouro fora recolhido há muito tempo e estava na posse da ‘alta finança’, pelo menos desde 1694. A chave para uma revolução está, por conseguinte, num novo conceito de dinheiro baseado na independência económica. Todas as guerras do passado sempre foram decididas pelo capital. Por isso, é preciso planear um novo sistema económico de antemão e criar para tal uma base o mais amplo possível. O bem-estar surge automaticamente, quando o acesso à criação de dinheiro não é monopolizado, mas está aberto a todo o povo. É interessante saber que embora o ‘Agente Hitler’, criado pela ‘alta finança’, quisesse introduzir um novo sistema monetário, o tenha abandonado, na fase decisiva, a favor do ‘agente britâncio Hjalmar Schacht’. Em 1916, a Alemanha teria ganho a guerra, caso possuísse uma autonomia financeira e um sistema monetário descentralizado. Por isso, desde aí, a ‘alta finança’ tem o cuidado de criar uma dependência económica e criar sistemas monetários centralizados. Isto é algo em que insistem, pelo menos, desde 1927. Quando os nacional-socialistas subiram ao poder, Schacht voltou a ser designado presidente do Reichsbank, supostamente para tranquilizar a indústria alemã e os bancos estrangeiros. Ele acabara de fundar o BIS, com John Maynard Keynes, para a ‘alta finança’, em Basileia. Aqui o BIS adoptou o judeu Emil Puhl, que fora vice-presidente de Schacht, até ele, um ano mais tarde, voltar a ser vice-presidente de Schacht no Reichsbank. Ainda hoje a ‘alta finança’ se regozija com a confusão gerada em torno do dinheiro. Ela aprecia, em especial, as charadas dos círculos ocultos em torno dos defensores da economia livre, cujas imposições de circulação e ideias irreais sobre juros e dinheiro nunca apontam para soluções porque se negam a ver o problema ‘dinheiro’ no acesso exclusivo ao dinheiro e da criação de dinheiro. Só o centralismo capacita a ‘alta finança’ a lançar uma hiperinflação, em caso de necessidade. A criação de dinheiro fraccionado permite, desde Basileia II, a disponibilização multifacetada de dinheiro – por oposição aos valores económicos efectivos reais – e tudo isto sujeito à inflação. Quanto mais de pressa criam dinheiro, mais depressa desaparece o poder de compra. Esta criação de dinheiro desvaloriza a força produtiva do povo, através da diminuição do poder de compra e também arruína as receitas dos especuladores, motivo pelo qual estes sempre gostam de falar de ‘crash’. Porém, a palavra ‘crash’, na maioria das vezes, é utilizada ligada a um acontecimento espontâneo. A perda do poder de compra é, contudo, sempre algo insidioso. A ‘alta finança’ que não está interessada no bem-estar económico do país, manda no poder com o dinheiro – é só disto que se trata. Para eles, o dinheiro não é um objecto de permuta, mas um meio para a evolução do poder – como na hiperinflação. Mais informações sobre este tema em: Lido: 8701
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