Rússia ameaça com ataque nuclear preventivo
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Importante figura militar russa diz que é melhor a América ter cuidado.

De Mark Glenn*

Recentes declarações feitas por um dos comandantes militar russos de elevadíssima patente indicam que a América e Israel planeiam avançar com uma guerra contra o Irão, apesar do comunicado do National Intelligence Estimate do fim do ano passado.

O General Yuri Baluyevsky, Chefe do Estado-maior Militar da Rússia, ameaçou com o uso de armas nucleares, em caso de surgir uma ameaça grave. O General afirmou que, apesar de não planearem atacar ninguém, todavia «consideravam necessário a comunidade internacional saber que utilizariam as suas forças militares, inclusive, preventivamente, armas nucleares, para defender a soberania e a integridade territorial da Rússia e dos seus aliados».

Esta declaração (que só pode ter sido feita em consonância com a política global estabelecida pelo seu superior, o Presidente Vladimir Putin) foi feita uma semana após a visita de George Bush ao Golfo Pérsico onde este tentou conquistar o apoio das nações daquela região para os planos dos EUA e de Israel para «confrontar o programa nuclear do Irão antes que seja tarde demais».

Apesar do seu tom violento e apocalíptico, a declaração de Baluyevsky não surpreendeu ninguém. Ao longo de todo o ano que passou, a Rússia assumiu uma postura defensiva cada vez mais agressiva em relação ao Ocidente, como consequência do que ela considera ser um plano global para a cercarem por tropas da NATO que ameaçam a sua existência.

A Rússia retomou as suas patrulhas com bombardeiros de longo alcance (suspensas com o desmoronamento da União Soviética), chegando a estar a poucos centímetros de violar o espaço aéreo da NATO. E retirou-se de vários tratados com o Ocidente que limitavam o tamanho das forças militares russas, no flanco leste da Europa. Enfurecida com o plano dos EUA de utilizarem novos países membros da NATO, no Leste da Europa, para implantarem sistemas de mísseis de defesa (que afirmam ser uma defesa necessária contra o Irão), a Rússia desenvolveu e testou com sucesso novos mísseis – lançados em terra e no mar. Ela afirma que estes são suficientemente sofisticados para derrubar qualquer escudo-contra-mísseis dos EUA.

No início de Dezembro de 2007 (após o comunicado do National Intelligence Estimate), a Rússia começou a entregar o combustível nuclear segundo o seu acordo com o Irão. Até agora, já fizeram 4 entregas num total de 45 toneladas das cerca de 80 necessárias para as instalações em Bushehr começarem a refinação.

Israel está furiosa, segundo foi manifestado pela Ministra dos Negócios Estrangeiros Tzipi Livni aquando do seu recente encontro com Lavrov, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, no qual ela classificou as entregas de combustível como “inconcebíveis”.

O que é particularmente importante na declaração do General Baluyevsky é a sua afirmação de tencionarem «defender a soberania e a integridade territorial» não só da Rússia, mas também dos seus “aliados”. Até agora, a Rússia ainda não assinou acordos formais de defesa mútua com países como o Irão e a Síria.

Ambos constam da lista israelita e americana de países a abater. Ambos são importantes parceiros comerciais que ocupam a periferia da Rússia e, consequentemente, são defensores de primeira linha do território russo.

Ao longo deste pesadelo no Médio Oriente, a Rússia tem vindo a demonstrar um carácter são e racional. Em contrapartida, Israel e os EUA, sob a Administração de George Bush, têm sido irracionais e imprevisíveis. O Iraque e o Afeganistão são desastres completos, e o facto de nem os EUA nem Israel terem aprendido nada com estes desastres prova que são perigosos para todas as nações consideradas pouco cooperativas no avanço para a hegemonia mundial dos EUA e de Israel.

Recentemente, Putin comparou Bush a «um louco que andava a ameaçar todos com uma navalha».

*Antigo professor e fluente em várias línguas, Mark Glenn falou na conferência AFP-TBR sobre o Médio Oriente. É um escritor prolífico, cujos ensaios provocadores foram publicados em todo o mundo. Ele vive num ranch com a mulher e os seus 8 filhos no norte do Idaho.

Fonte: American Free Press (Edição nº 5 de 4 de Fevereiro de 2008)


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  Comentários (1)
1. Escrito por Lucas martins, em 10-01-2017 17:37
Haha! se não fosse pelos Eua, Israel já tinha sumido do mapa, a Rússia tem o maior estoque nuclear do mundo, basta 10 ogivas para mandar o estado judeu para os ares! Israel não tem que ameaçar a Rússia coisa nenhuma, ela tem é que ficar no cantinho dela dependendo do armamento dos americanos, é mt fácil ameaçar os palestinos nas favelas, agora quero ver mexer com os Russos, com a China! Israel se caga de medo até do Irã que é pequeno em comparação os comunistas. 
Quanto aos Estados unidos, ilude-se quem acha que eles são invencíveis por ter o melhor exército do mundo, eles não conseguiam nem proteger a retirada das tropas no Afeganistão, some isso ao fato de que se houver guerra, eles é que terão de se locomover, lutar longe de casa, em território estrangeiro sem esperança (Vietnã que o diga) Sem contar o fato de que, os Americanos gastam trilhões em guerra, se eles se envolverem com a Rússia eles vão a falência, vão ter que gastar 3x mais do que usaram no Iraque, não vão dar conta se a China se meter no meio, apesar da improbabilidade, e se os Americanos entram em colapso financeiro, é o fim deles, Americanos não vivem sem dinheiro, Rússia sim, já que são comunistas, estão acostumados com a pobreza. Então analisando bem, é justamente por causa da superioridade politica, económica e militar que Os EUA são os que mais perderiam com a guerra, independente se ganhassem ou não.

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