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Antigos generais da NATO exigem a possibilidade de uma guerra nuclear de antecipação. Fonte: “Zeit-Fragen” de 29.1.2008 De acordo com um artigo do jornal britânico The Gardian, de 22 de Janeiro, (“Preemptive nuclear strike a key option, Nato told”) cinco antigos militares de elevadíssima patente de países da NATO, nomeadamente, dos EUA, da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Holanda redigiram um manifesto de 150 páginas e apresentaram-no nos últimos 10 dias ao Pentágono, em Washington, e ao Secretário-Geral da NATO. Os cindo militares são: . John Shalikashvili (EUA) antigo comandante da NATO na Europa e presidente do Estado-Maior dos EUA, de 1993 a 1997; . Klaus Naumann (Alemanha), comandante das Forças Armadas alemãs, de 1991 a 1996, e antigo presidente da comissão militar da NATO; . Peter Inge (Grã-Bretanha), marechal de campo britânico, comandante do Estado-Maior, de 1992 a 1994, e comandante da comissão de defesa, de 1994 a 1997. . Henke van den Breemen (Holanda), antigo comandante do Estado-Maior da Holanda. . Jacques Lanxade (França), antigo comandante das forças navais francesas e comandante da comissão de defesa francesa. Estes antigos militares pintam um cenário ameaçador e sombrio para os “valores ocidentais” e para “o modo de vida ocidental” que apresenta o “Ocidente” como vítima de forças obscuras, mas ignoram completamente o papel sombrio deste “Ocidente” no mundo actual. Eles exigem com o seu manifesto o direito da NATO de atacar com armas nucleares, até países que não têm armas nucleares, e uma nova orientação básica da NATO. Um novo “directório” composto por dirigentes americanos, europeus e da NATO deverá comandar a organização para poder reagir rapidamente a crises. Uma “obstrução” da UE deverá ser evitada de futuro. De agora em diante, a NATO deixará de tomar decisões por unanimidade, quanto às suas entradas em acção, mas sim por maioria. Deixarão de existir reservas nacionais como, por exemplo, aquando da entrada em acção no Afeganistão, e os países da NATO que não participem directamente em futuras guerras da organização, deixarão de ter o direito, dentro da NATO, de tomar parte na tomada de decisões. Mesmo sem um mandato das Nações Unidas, a NATO poderá desencadear guerras, e não apenas defensivas. As propostas do manifesto deverão ser discutidas na próxima reunião da NATO, em Bucareste, em Abril. * * * Já lá vão 65 anos que o Ministro da Propaganda alemão, Joseph Goebbels exigiu, no Palácio de Desporto, em Berlim, “a guerra total” e a submissão incondicional ao “Führer”, após a batalha perdida de Stalingrad. O poder ocidental e a sua política de potência mundial está cada vez em pior situação. A própria economia de guerra está a avançar para a falência. Cresce a oposição mundial à política de exploração, à política do poder e à política da guerra do governo dos EUA, e aos oportunistas da globalização. Na própria Europa já estão a reconhecer que enveredaram por um rumo catastrófico. Isso é algo que põe Washington, Wall Street e a City de Londres bastante nervosos. Os indivíduos do poder e da guerra tomam contornos cada vez mais nítidos. «A credibilidade da NATO está em jogo no Afeganistão», diz o holandês van den Breemen, em vez de ordenar a retirada da NATO dessa guerra brutal de ocupação. O general alemão Naumann critica o seu próprio governo por continuar a exigir condições especiais para a entrada em acção das Forças Armadas Federais, no Afeganistão. Agora, quando tudo está em jogo, a guerra deverá ser total, pelo menos, ameaçam com uma guerra total. As discussões e as contradições incomodam. Agora há que “conduzir” (ordenar) e “seguir” (obedecer). Após o discurso de Joseph Goebbels, no Palácio de Desporto, começou realmente a “guerra total”. Apesar de a guerra já estar perdida, vários milhões de pessoas ainda tiveram de perder a vida; a extensão da destruição atingiu novas dimensões, as pessoas foram espremidas cada vez mais, pelo armamento e pela guerra. Os EUA fizeram o mesmo no Vietname, desde os meados de 1960. Todos sabiam há muito que a guerra estava perdida para os EUA. Contudo, prosseguiram. Continuaram a mentir, continuaram a destruir um outro país, continuaram a assassinar. E hoje? Esta loucura é para se repetir? Será preciso tratar com severidade todos os “aliados” e eles serem submetidos aos planos dos EUA, existindo no fim apenas uma catástrofe total? Os cinco antigos militares têm de ouvir uma resposta adequada: Jamais permitiremos que o mundo seja levado para o matadouro! Lido: 2836
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