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por Joaquim Reis Um regime político que favorece – ou até fomenta – o individualismo egocentrista (a tal "liberdade") não governa uma Nação, mas indivíduos. O território passa a ser, como dizia Eça de Queiroz, um "sítio", onde se vive ou vegeta, e donde se foge muitas vezes. Uma tal pseudo-nação não tem futuro. O facto de alguns, ou muitos, poderem ser excepcionais pelo seu talento e pela sua produtividade útil, não faz uma nação. Porque ao lado deles há a multidão dos menos favorecidos, que quando muito, julgam ver progresso nacional nas obras desses poucos. Mas a riqueza de uns poucos não é a riqueza nacional. A injustiça e o mal-estar social acaba sempre por aparecer, e com eles os "terroristas", os revoltados, os "comunistas", etc. E a Nação desaparece, o patriotismo desaparece, o egoísmo predomina, e só há duas vias de escape: a Revolução ou uma Fuga ilusória. Esse regime político é a "Democracia". Não liberta, aprisiona; não une, separa; não faz gente feliz, mas gente revoltada. E quando se atribuem os males da comunidade ao Povo, esse inocente, comete-se um erro de julgamento. O mal está em cima, na cabeça dos supostos doutores bem pensantes. É pela cabeça que o peixe apodrece. Lido: 3089
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