Um lisboeta envolvido no atentado a Hitler?
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Por Rainer Daehnhardt

Quem passou por grandes traumas, tem dificuldade em superá-los! Actualmente existem psicólogos para cuidar dos sobreviventes de qualquer acidente de avião, para que não sofram de PTSD (post traumatic stress disorder). Após a 2ª Guerra Mundial, não havia nada disso! Quem a sentiu, teve de engolir em seco e andar para a frente. Povos ainda hoje sofrem destes traumas e, pior ainda, da imposição, pelos vencedores, de complexos de culpa.

Uma frase, um livro, um filme podem, repentinamente, despoletar dores em  feridas fundas, que se julgavam fechadas há muito.

Foi o que me aconteceu ao ver o filme “Walküre“, “Valquíria”, onde o actor norte-americano, Tom Cruise, interpreta o Coronel Claus Graf Schenk von Stauffenberg, que, a 20 de Julho de 1944, fez explodir uma bomba junto de Adolf Hitler.

O filme, fiel até nos mais minuciosos detalhes (os principais actores usam fardas originais), está a causar náuseas a quem vê os alemães como “os maus”. Grande parte da população alemã também não o irá ver; uns porque criaram uma espécie de muro intransponível entre si e o seu passado, não querendo saber, ver, ou ouvir algo que lhes possa reabrir estas feridas; outros, porque consideram aquela personagem um conspirador, que, abertamente, quebrou o seu juramento, algo indigno para um alemão.

Sendo luso-alemão e tendo passado esta guerra na Alemanha, ainda criança, sinto uma forte ligação a tudo o que diga respeito a este atentado, porque, directa ou indirectamente, causou a morte ao meu avô lisboeta!

Seria normal guardar estes conhecimentos silenciosamente para mim! Porém, quando vejo amigos e conhecidos morrerem, levando consigo dados sobre factos que nunca deixaram escritos e que muito poderiam elucidar futuras gerações, sinto o dever de não cair neste erro e de levantar a minha voz em prol da verdade.

O filme não revela até que ponto centenas de pessoas sofreram a ira de um sistema ditatorial, que, atacado e ferido, se viu na necessidade de responder da única maneira que sabia: o terror da prepotência estatal!

Não foram  apenas  os oficiais directa e comprovadamente envolvidos que foram fuzilados e os civis que os apoiavam enforcados. Centenas de outros, sobre os quais caíam suspeitas de puderem ter tido conhecimento do atentado (como o irmão do Conde, por exemplo), foram mortos.

Muitas das listas dos “eventualmente implicados”, foram elaboradas pelo ódio de socialistas invejosos, que queriam vingança contra a fidalguia alemã.

Os oficiais superiores alemães de então pertenceram à geração de jovens nobres, que se destacaram na 1ª Guerra Mundial. Eram homens do Kaiser e do Reich e a sua fidelidade ao ”Führer”  baseava-se ”apenas” na sua palavra dada. Muitos deles nem sequer eram membros do Partido Nacional Socialista Operário Alemão (nome abreviado pelos opositores para ”NAZI”).

Sempre achei um pouco estranho que muitos hoje não saibam que nos anos Trinta só havia duas escolhas políticas possíveis: O Nacional-Socialismo (Nazi) ou o Internacional-Socialismo (Bolchevista-comunista).

Os aristocratas alemães, em grande parte, também estavam a favor de uma forma de socialismo, mas o “socialismo de cima para baixo”, instalado por Bismarck. Esta forma de socialismo previa direitos, tais como a igualdade perante a lei, o ensino gratuito e apoio social a quem dele verdadeiramente necessitasse e deveres como a Fidelidade ao Rei e à Pátria! Cada pessoa tinha de ter nome, morada e profissão. Quem não a tivesse, era levado pela polícia e empregue na construção de diques.

A grande maioria das pessoas mortas em consequência do 20 de Julho de 1944 pertencia à aristocracia alemã. Não era apenas pelos nomes que se distinguiam os aristocratas, pois nem todos tinham ou usavam títulos. Muitos eram reconhecidos por possuírem um golpe de arma branca na face. Era costume, os “Junker“ alistarem-se em corporações de estudantes combatentes, que praticavam a esgrima. O exame final consistia em deixar-se ferir, quieto como uma estátua, pelo melhor amigo, que, com golpe de sabre, desfigurava a cara ao examinado. Fugir deste golpe era a desonra total. Aguentá-lo com firmeza era prática corrente. Quanto maior o golpe, maior a honra, tanto reconhecido pelos camaradas como pelas senhoras!

Hitler não escondia a sua aversão contra os portadores do “Schmiss” (a palavra alemã utilizada, com respeito, pelos assim feridos).

O meu avô, Heinrich Wilhelm Daehnhardt, também tinha o “Schmiss”. Nascido em Lisboa, a 11 de Julho de 1876, como filho do Cônsul-Geral do Império Alemão, foi registado como cidadão da Prússia. Tendo passado a sua juventude em Lisboa, tirou o curso de Direito na Universidade de Leipzig, entrando como diplomata ao serviço da Alemanha Imperial. Ocupou variadíssimas funções em três continentes e ficou gravemente ferido na 1ª Guerra Mundial. Porém, minha avó, sempre me contou que para ele as dores que a rajada de metralhadora francesa lhe causaram, frente a Verdun, foram bem inferiores às que a sua alma sentiu quando fez parte da Delegação de Paz, em Paris, onde encabeçou a defesa dos interesses alemães, a seguir ao”Dictado de Versalhes”! Não se trata de nenhum erro ortográfico. Na nossa casa, nunca se usou a terminologia “Tratado de Versalhes”, mas sim a proibida  “Dictado de Versalhes “. Como licenciado em Direito o meu avô sabia muito bem, que um Tratado imposto com a arma na mão não possuía qualquer legitimidade!

Foi isso que aconteceu! A 1ª Guerra Mundial acabou com o armistício de 11/11/1918. No mesmo mês desmoronaram-se os impérios alemães, por golpes interiores, levadas a efeito por organizações secretas, que desde a revolução francesa se tinham instalado nas diferentes cortes. O exército alemão e austríaco foi dispensado, mas os exércitos dos aliados mantiveram-se nas fronteiras, prontos para invadir caso os alemães não assinassem o “Tratado” de Versalhes.

Para salvar o povo faminto, sujeito a privações de todo género devido ao bloqueio geral imposto pelos aliados, os alemães assinaram, sob protesto.

A vinda de um Hitler estava então garantida! Podia-se ter chamado Schmidt ou Müller, ou qualquer outro nome. Podia ter sido menos fanático. Podia ter sido melhor ou pior, mas sua vinda estava assegurada pelo “Tratado” de Versalhes!

Os alemães imperiais não aceitaram o “Tratado” de Versalhes, e rejeitaram a “castração” do Reich de Bismarck (Versalhes tirou ao Reich 19 de 21 territórios e protectorados), e todos os governos daí surgidos.

O irmão do meu avô, Ernst Leopold Daehnhardt, nascido em Lisboa em 1867, foi cônsul-honorário da Alemanha em Lisboa, de 1902 a 1935, ano em que foi demitido das suas funções por não ter entrado no partido NSDAP.

O meu avô não foi cônsul-honorário, mas diplomata de carreira. Primeiro no Império Otomano, em Constantinopla, depois na Bulgária, em Varna e no Brasil, em Porto Alegre. A sua colocação mais longa (13 anos) foi em Gotenburgo, na Suécia, onde ocupou as funções de Cônsul-Geral do Reich Alemão. O tempo normal da ocupação deste posto seria de 3 a 4 anos. Para subir na carreira diplomática teria de fazer um ano de serviço no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Berlim, o que, na altura, obrigava a ser membro do partido. Não querendo fazer isso, preferiu a continuação da sua colocação como Cônsul-Geral na Suécia, uma situação um tanto estranha, mas de interesse geral.

A Suécia tornou-se rapidamente numa espécie de “Suíça do Norte”. Tendo a Dinamarca, a Noruega e a Polónia sido ocupadas militarmente pelos alemães e a Finlândia e os Estados Bálticos aderido ao esforço alemão em parar o avanço bolchevista russo para o interior da Europa, ficou a Suécia como único pólo neutral, ao norte.

Os suecos davam-se bem com o Dr. Daehnhardt e comunicaram a Berlim que viam com bons olhos a sua continuação em Gotenburgo. Aos alemães convinha boas ligações com os suecos e, através destes, com a aristocracia escandinava e britânica.

Um dos grandes segredos acerca de Hitler refere-se à sua estada na Grã-Bretanha, antes da guerra. O seu irmão vivia em Inglaterra e a mulher deste, britânica, revelou muito sobre esta permanência em território britânico.

Hitler nunca quis a guerra com a Grã-Bretanha e fez muitas tentativas para a terminar.

Poucos sabem que a Alemanha lançou o seu primeiro bombardeamento aéreo sobre a  Grã-Bretanha apenas no dia em que a Royal Air Force lançou o seu décimo ataque sobre alvos alemães! Foram as ordens directas de Hitler que permitiram ao Corpo Expedicionário Britânico a sua retirada de Dunquerque, que, pela lógica militar, teria acabado em rendição. Hitler quis salvaguardar a honra militar britânica. Esta, porém, não lhe agradeceu este gesto, prendendo o seu mensageiro Rudolf Hess e assassinando-o após mais de quatro décadas de aprisionamento, em Spandau.

Obviamente, os contactos com a aristocracia britânica não se faziam directamente da Alemanha. Para isto utilizaram-se pessoas colocadas em locais neutrais, como o meu avô. Minha avó contou-me sobre diversas reuniões havidas entre aristocratas britânicos, escandinavos e alemães, em nossa casa de Gotenburgo. Tudo isto com pleno conhecimento dos suecos e alemães! O Dr.Daehnhardt era aceite por ambas as partes, o que lhe deu um vasto campo de acção e privilégios, em tomadas de decisões.

Quando Hess foi preso tudo mudou! Um servidor ultra empenhado do NSDAP em Estocolmo, comunicou para Berlim, que algo de estranho se estava a passar no Consulado-Geral-Alemão de Gotenburgo: noruegueses e dinamarqueses recebiam os seus passaportes com Vistos, em poucas horas, não lhe parecendo haver tempo para que o Cônsul-Geral entrasse em contacto com Berlim, e recebesse a necessária resposta!

O que acontecera? Noruegueses fugiram da sua pátria, para a Suécia, atravessando montanhas e florestas, em esquis. Dinamarqueses atravessavam o mar para a Suécia. Todos com a esperança de conseguir lugar num dos navios neutrais suecos que cruzavam o Atlântico, durante todo o conflito (sempre com luzes acesas e uma grande bandeira sueca pintada, de ambos os lados). Para chegar da Suécia ao Atlântico tinha de se atravessar o Skagerac (mar entre a Noruega e a Dinamarca), então considerada zona de guerra sob controlo alemão. Os alemães permitiam a passagem dos navios neutrais suecos, desde que estes tivessem apenas suecos a bordo ou estrangeiros com visto consular alemão. Quem dava este visto, em Gotenburgo, era o meu avô. Em Estocolmo, perguntavam, em cada pedido, se Berlim autorizava o visto ou não. O meu avô entendeu que fazia parte dos seus privilégios, a decisão de dar o visto imediatamente, sem necessitar pedir autorização a Berlim. No princípio (antes do voo de Hess) talvez até lhe tivessem permitido isso. Após a prisão daquele a situação alterou-se.

O Dr. Heinrich Daehnhardt foi levado para Berlim e demitido das suas funções. O seu pedido para voltar para Portugal (terra do seu nascimento), juntamente  com a sua família, foi-lhe negado. Recebeu ordens para se manter como pensionista, sem subida de posto, no Reich. Nada mais lhe aconteceu pois o Governo Sueco interveio de forma positiva, em sua defesa. Foi então com a família, primeiro para Viena de Áustria (por isso é que ali nasci) e, pouco depois, para Frankfurt am Main. Aí viveu diversos anos sobrevivendo aos  bombardeamentos diurnos dos americanos e nocturnos dos britânicos, acabando por perder a sua casa e bens nas chamas.

A minha avó ajudara, diversas vezes, uma personagem destacada do partido, que se deslocava com frequência à Suécia. Coisa simples, mas decisiva! No mundo NSDAP não havia espaço para “frivolidades femininas”. A roupa interior das senhoras tinha obrigatoriamente de ser branca e sem rendinhas. O homem da NSDAP sabia que tais “luxos” podiam ser livremente adquiridos na Suécia e pedia à minha avó que o ajudasse. Ela fê-lo e ele não sabia como agradecer a alegria que deu à sua mulher.

Com a casa de Frankfurt destruída pelo fogo, sem lugar para onde ir, a minha avó resolveu telefonar ao tal senhor e perguntar se ele podia ajudar. Ele providenciou uma estada numa estância de repouso exclusiva para a “creme de la creme” do partido: o Hotel Katzenstein, perto de Kaltennordheim. E foi assim que chegámos a Turíngia, então ainda intocada pelos efeitos da guerra.

Para nós foi um bálsamo para as nossas almas, especialmente por termos vivido os bombardeamentos de Frankfurt! Porém, nem tudo foi belo no Katzenstein! Para alemães não conhecedores da língua portuguesa, existe uma certa semelhança nalguns sons com a língua russa. O governo NSDAP havia decretado a proibição de se falar qualquer língua que não fosse o alemão. Ora minha mãe, também lisboeta como meu avô, não sabia falar correctamente o alemão e, vivendo na casa dos sogros, ambos nascidos em Portugal, como seria de esperar, falou com o meu avô em português! Uma funcionária do Hotel Katzenstein achou que estava a cumprir as ordens de vigilância do governo, denunciando o meu avô e a minha mãe por falarem uma língua que lhe parecia russo.

O meu avô e a minha mãe tiveram de comparecer perante as autoridades. Estas também acharam a “semelhança” do russo com o português mais do que “estranha” e resolveram investigar quem éramos e como tínhamos tido acesso ao Katzenstein. O caso agravou-se, porque descobriram que não éramos do partido e que o meu avô tinha sido demitido das suas funções. Fomos imediatamente expulsos do Hotel!

Sem sítio para ir, uma senhora, empregada no Hotel, que tinha uma irmã na vila de Kaltennordheim, por misericórdia, alugou-nos um quarto. A situação ainda se agravou mais porque a minha mãe recebeu então a notícia oficial de que o meu pai tinha caído em combate, o que se veio a descobrir, dois anos mais tarde, não ser verdade. Assim sendo, resolveram as entidades oficiais NSDAP, pôr em questão se a minha mãe, que não era alemã e não falava bem o alemão, seria a pessoa certa para educar os filhos dum oficial alemão, caído em combate!

Por fim, deixaram-nos em paz. Os bombardeamentos chegaram mais e mais perto e havia problemas mais importantes para tratar.

Uma das acusações que este tribunal NSDAP fez ao meu avô, foi o de ter sido um “Judenfreund” (amigo protector de judeus). Em Berlim, curiosamente, não lhe tinham feito esta acusação, embora soubessem que havia dado hospitalidade aos descendentes de Gustav Freytag, um dos mais fervorosos alunos de Hoffmann von Fallersleben. Também sabiam que a obra do Professor von Freytag-Loringhoven, “Deutschlands Aussenpolitik 1933-1939 “, fora escrita com a sua forte intervenção e que ambos eram patriotas alemães, que não se reviam no partido, mas num renascimento da Prússia, que, juridicamente, ainda hoje existe. O último Imperador do Reich foi Guilherme II, que abdicou como Imperador, não o fazendo como Rei da Prússia. Assim, a Prússia ainda se manteve. Hitler tinha pleno conhecimento disso e manteve um Governo Prussiano à parte do Governo do Reich. O último Primeiro-Ministro do Governo da Prússia foi Göring.

Os americanos declararam o Estado da Prússia extinto, em 1947. Porém, isto não lhes competia sendo apenas um de muitos actos prepotentes dos vencedores, sem fundamento jurídico.

O meu avô ajudou os Freytags por amizade e razões humanitárias. Tratava-se de uma família do mais alto nível cultural, que sempre ocupou lugares de relevo nas lutas a favor da cultura e identidade alemã.

Também ajudou pessoas a obter vistos para saírem da Europa em guerra em barcos neutrais suecos, sem olhar para os ritos  religiosos que eventualmente seguissem. Ajudou porque podia ajudar!

Sam Levy, um destacado membro da comunidade judaica lisboeta, ofereceu-se para abrir um processo para que fosse plantada uma árvore, em nome do diplomata que a tantos ajudou, no Parque dos Justos, em Jerusalém, porque soube que pela ajuda prestada por meu avô, famílias judaicas conseguiram alcançar as Américas e estariam prontas para testemunhar este acto. Quando falou comigo, dizendo que tinha testemunhas para este facto e que se poderia levar este reconhecimento para frente, pedi-lhe para não o fazer. Interpretando as acções do meu avô, como me foram contadas por minha avô e minha mãe, não me parece que ele concordasse com isso. O meu avô ajudou quem pôde, sem olhar a quem. A religião não teve nada a ver com a sua atitude, a não ser o gesto cristão de ajudar o próximo!

Quando se falhou o atentado de 20 de Julho de 1944, meu avô disse à minha avó, que tal significava o nosso fim. Minha avó nunca me explicou o que meu avô quis dizer com isso, e, se “nós” significava “a nossa família”, ou o “povo alemão”!

Facto é que meu avô se enervou muito, entrando mesmo no hospital.

Não passaram muitos dias! Foram-no buscar e levaram-no da cama do hospital para o interrogatório. Esteve detido diversos dias sem nos informarem onde.

No dia 7 de Agosto de 1944 trouxeram-no de volta. A minha avó e a minha mãe ainda o viram. Não conseguia dizer uma palavra! Estava a morrer! Apenas mexia os olhos e um dos dedos.

Faleceu no mesmo dia!

Contactei o Ministério dos Negócios Estrangeiros da RFA e obtive a resposta de que faleceu, não se sabe de quê, no dia 8 de Agosto de 1944, em Kaltennordheim. Minha avó confirmou-me a data porque assistiu à sua morte. Também disse que no hospital fizeram de conta que teria falecido no dia seguinte. Minha avó ficou convencida de que os suecos ainda se preocuparam com ele e que convinha fazer de conta que tivesse apenas adoecido e falecido no hospital.

Perguntei a minha avó se o meu avô teve algo a ver com o atentado. A sua resposta foi que, obviamente, não o sabia. Tinha conhecimento de que oficiais, a civil, o visitaram, por causa das suas ligações antigas no estrangeiro, mas nada mais concreto soube dizer.

O facto é que um Lisboeta morreu, em consequência de um interrogatório, levado a efeito na onda de prisões arbitrárias, seguidas ao atentado do 20 de Julho de 1944.

Outro facto é que dos cerca de 55 milhões de mortos que a 2ª Guerra Mundial causou, mais de dois terços morreram após a data desta tentativa de assassinar Hitler!

A 15ª tentativa conhecida!

Houve quem se tenha arriscado e sacrificado para que as mortes parassem!

Envolvido no atentado ou não, honrada seja a memória dos que, ao menos, tentaram evitar estas perdas!


Lido: 3460

  Comentários (1)
1. Escrito por Helena Xavier, em 23-11-2009 11:00
Muito gostaria de poder trocar outras impressões acerca deste assunto. Sou responsável pelo Espaço Memória dos Exílios, no Estoril, que, estando prestes a ser remodelado em termos expositivos, muito me interessaria este assunto cuja temática se insere naquele espaço. Agradecendo desde já a sua disponibilidade. Helena Xavier

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