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Por Rainer Daehnhardt Há alguns anos atrás, foi-me feito o convite, por um partido português, para aceitar (como independente) ser cabeça de lista dos seus candidatos ao Parlamento Europeu. Em vez de dizer imediatamente “não”, resolvi investigar, que hipótese haveria em fazer ouvir a minha voz neste “Parlamento”. Rapidamente me apercebi de que seria nenhuma! Caso fosse eleito, teria de me inscrever num dos poucos agrupamentos políticos aí existentes e seria este que negociaria, com os outros, quem fala sobre o quê e quando. Toda a ideia de democracia, onde cada voz validamente expressa o que bem entender e de que o eleito fica com o dever moral de cumprir o seu mandato, baseado no que deixou transparecer na sua campanha eleitoral, é mera fantasia! Na realidade, cai tudo por terra a partir do momento em que o eleito se dá conta de que já não é dono das suas palavras e acções, mas uma mera ferramenta, útil nas mãos de forças obscuras, que tudo regem na penumbra. Na “jaula” de Bruxelas não há mais “independentes”, apenas vendidos! Podem entrar num grupo ou noutro e esgrimir com ideologias patológicas, mas apenas fazem parte de um circo! Para isto, e se se calarem, ganham muito, mesmo muito! Por isso, deixaram de ser independentes e passaram a ser vendidos! Ser deputado em Bruxelas e levantar a sua voz em prole da verdade é um absurdo, algo impensável e a simples tentativa de falar anularia qualquer hipótese de mais alguma vez ser colocado nas listas dos propostos para puderem falar. Dizer a verdade em Bruxelas, onde apenas reina a mentira, a prepotência e a conveniência, custaria muito caro, mesmo muito caro! É óbvio que recusei a proposta! Há outros caminhos para defender a verdade e é apenas essa que alimenta a esperança da sobrevivência da Humanidade! Resolvi escrever ao Papa! Foi interessante verificar, que uma carta minha a um dos nossos Presidentes da República (que me conhece), nenhuma resposta obteve. Uma carta minha ao Papa (que não me conhece, nem sou católico sequer, apenas cristão) teve resposta significativa, num espaço de tempo muito curto e por via diplomática (Nunciatura Apostólica). Cristo chamou os Fariseus: “Filhos de Satanás e da Mentira“ (São João, Capº 8º, vers. 44º). Não posso crer, que um Papa Alemão (embora sabendo que os 7 papas alemães anteriores tiveram reinados curtos e mortes altamente suspeitas), se vergue à mentira, mesmo que isto lhe cause martírio. Assim, optei por depositar confiança no Papa, em vez de a depositar nos nossos representantes políticos em Bruxelas na questão da DEFESA DA CRUZ, que facilmente se vai tornar numa cruzada! O que aconteceu? Nos corredores de Bruxelas não há apenas rumores sobre propostas da anulação do símbolo da cruz por toda a Europa. Há já elaborações concretas, em comissões de alguns dos estados-membros, para “rectificarem” as suas condecorações, visto que não se pode magoar a sensibilidade de minorias religiosas, que consideram a presença de uma cruz como algo funesto! Dizem que são os muçulmanos que ainda vivem o trauma das invasões dos cruzados. Porém, deve-se tratar de mais uma das tantas guerras sob bandeira falsa. Na realidade, são organizações não religiosas, mas supersticiosas, que tremem perante a cruz, com o receio de que este símbolo seja utilizado, em exorcismo, contra eles, e “enviam” fundamentalistas islâmicos para a frente! Em Berlim, por exemplo, está-se a estudar a retirada da mais alta condecoração da República Federal Alemã, o “Bundesverdienstkreuz” (já entregue a 215.000 pessoas), visto mostrar, ao centro, a Cruz Teutónica. Uma organização islâmica na RFA exige que haja uma cota na entrega desta ordem aos residentes turcos na RFA e que seja retirada a Cruz. Os “laicos” de Bruxelas exigem comportamentos estritamente neutrais no que diz respeito à religiosidade e propuseram que todas as nações membros anulem o feitio da cruz nas suas condecorações. Isto revolta-me! Neutralidade religiosa é Tolerância, ouvir e deixar existir outras interpretações da fé. Isto não exige a automutilação e a anulação do símbolo mais sagrado da Europa, que é precisamente a CRUZ CRISTÃ! A Europa que temos (e que se encontra em perigo de desaparecer com a entrada da Turquia e de Ezrah-Israel), é o resultado da defesa do Cristianismo, liderada pelo abade cisterciense São Bernardo de Claraval, um borgonhês, amigo do Conde D. Henrique e do seu filho, nosso D. Afonso Henriques. Foi a sua intervenção política no lançamento da Ordem Templária para o Ocidente (criando Portugal) e da Ordem Teutónica para a fronteira Leste (criando os Estados Bálticos), que expulsaram o perigo islâmico e permitiram nove séculos de Identidade Europeia Cristã! Os nossos representantes em Bruxelas, ou não sabem o que se passa ou não querem saber. Facto é que já se vergaram com a retirada das cruzes nas escolas e, às caladas, em breve, se terão que debruçar sobre a destruição da CRUZ de CRISTO, da CRUZ de SANTIAGO e da CRUZ DE AVIZ.
Fotos das nossas Cruzes, gentilmente cedidas por www.amigodahistoria.com Dois milénios de História Lusa, sob o simbolismo cristão, vão ser postos em causa porque não temos em Bruxelas hipótese de fazer ouvir a nossa voz! É tempo de dizer “BASTA”! ---- Leia também: Medo da Cruz? Lido: 3656
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