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Por Rainer Daehnhardt Nas últimas semanas assistimos a batalhas ferozes de campanhas de informação e contra-informação, no que diz respeito à Cimeira de Copenhaga. Uns esperavam a introdução de uma taxa global, que, por sua vez, obrigava á criação de um organismo mundial, para a cobrança da mesma. Dentro deste contexto, ficou a saber-se, pela primeira vez, que os célebres chips, a aplicar nos automóveis, não eram apenas para facilitar as cobranças das portagens nas auto-estradas (o que possibilitou à Madeira a rejeição da sua implantação). Destinavam-se sim ao registo permanente da movimentação dos veículos, por via satélite e á contagem dos quilómetros feitos por ano, o que permitiria determinar a quantia do imposto a pagar. Esperava-se também que este sistema fosse levado a tal ponto que apenas seria possível a sua implantação por meio de um organismo fiscal global, via Nações Unidos e Fundo Monetário Internacional. Outros esperavam que Obama aproveitasse para declarar a criação da União Norte-Americana, juntando o Canadá, o México e os Estados Unidos com a implantação de uma nova moeda, já cunhada há dois anos e denominada AMERO. Também se especulou que essa moeda seria introduzida nesta “Trizona Americana” e na zona do Euro. Conseguia-se assim uma desvalorização conjunta do dólar e do euro e uma mais estreita interligação desses povos a explorar. O que ninguém previu foi o que acabou por acontecer! As reuniões anteriores à cimeira demonstraram a total ausência de entendimento entre os diferentes representantes. A convicção do sucesso foi tanta, que a Ministra Dinamarquesa, que organizou toda a reunião, se demitiu a meio da mesma, ao perceber que nem o seu Primeiro-Ministro mostrava vontade em alinhar com o que estava previamente combinado. Foram tantas as organizações secretas que intervieram nesta cimeira, que rapidamente se estabeleceu a confusão babilónica, não se sabendo mais se individualmente deviam seguir as vontades dos seus governantes, dos seus agrupamentos políticos, das suas organizações secretas ou dos financeiros, que por detrás das cortinas tentaram fazer todas as marionetas a dançar a seu gosto. Estabeleceu-se um verdadeiro caos! As multidões dos protestantes, também organizados e financiados por manipuladores, causaram intervenções das forças da ordem, o que ajudou ao “circo dos media”. Assim, pensa-se que as demonstrações anti-globalistas e anti-poluição foram os causadores do falhanço de Copenhaga. Nada disso! Estes não tiveram peso na matéria, embora os media assim o dessem a entender. Quem teve o peso da mosca que fez o braço da balança dos acontecimentos tombar para o falhanço geral, foi apenas um delegado, o denominado “canibal”. Um homem simples, honesto, convicto e sem medo de levantar a sua voz. Falo do representante de TUVALU, um Estado minúsculo da Polinésia, entre o Havai e a Austrália, composto por 9 ilhas, das quais 6 são atóis com uma superfície total de 26 km2, ou seja, um sexto da nossa Ilha das Flores. Vizinho de Samoa, Fiji e das Ilhas Marshall, ficou de fora na conferência de Berlim, quando a Alemanha Imperial, a Grã-Bretanha e a França dividiram a Polinésia em zonas de influência e protectorados. A razão de terem ficado de fora foi simples. Ninguém então os queria. Ainda ali viviam canibais. Os americanos enviaram, na segunda metade do século XIX, uma missão composta por três missionários para convencer os ilhéus a abraçar a protecção americana. Acabaram por fazer parte da ementa de uma grande festa tribal! Apenas em 1892 foram convencidos (à força) a aceitar a sua integração nos protectorados britânicos das ilhas dos Mares do Sul. Em 1978 declararam-se independentes. Quando o representante destes ilhéus chegou a Copenhaga, enfureceu-se por a sua nação ter sido esquecida na representação de todas as nações das Nações Unidas, apresentadas num grande globo de pedra, no grande hall. Resolveu remediar esta falta com a sua caneta de feltro, mostrando as suas ilhas ao norte da Nova Zelândia e escrevendo o respectivo nome ao lado. Até ai, tudo bem! Quando, porém, o representante americano tentou falar em nome de todos e em jeito de conclusão, tendo tomado a palavra já pela 3ª vez, sem que ao polinésio tivesse sido dada a palavra, este, com demonstração de forte indignação, proibiu o americano de usar mais a palavra! Primeiro porque já tinha falado duas vezes e ele como representante do povo de Tuvalu ainda não tivera a hipótese de dizer sequer uma palavra. Segundo, porque não dava ao americano o direito de concluir fosse o que fosse em nome dos representantes dos outros países, presentes naquela sala! E, em terceiro lugar, porque todos apenas falavam em quantias de dinheiro ou percentagens de poluição, quando, no caso do seu país, uma subida do mar em apenas meio metro, condenaria todo o seu arquipélago ao desaparecimento! Para a sua nação esta é uma luta de vida ou morte e nada disso estava a ser visto nestes termos em Copenhaga. Quando os americanos se calaram e a sala mostrou estar maioritariamente ao lado do ilhéu, viu-se que não existia a mínima hipótese de acordo em nada. Os Chefes de Estado dos países de maior relevo, descobriram então que tinham assuntos muito urgentes nas suas agendas e abandonaram o local, regressando aos seus países de origem sem coisa alguma, a não ser a vergonha de terem fugido à verdade. Os dinamarqueses tinham dado o nome de “HOPENHAGA” á Cimeira, pois pensaram que a mesma pudesse trazer a esperança de um consenso na diminuição da poluição. Um polinésio (nos corredores chamado de descendente de canibais) acabou por derrubar a cimeira, porque não se vergou. Armado com a verdade demonstrou publicamente que fracas pernas de barro tem todo este globalismo. Involuntariamente, acabou por transformar o falhanço de Copenhaga na esperança de que o reconhecimento da fraqueza deste sistema, baseado em mentiras, possa ainda salvar a Humanidade. Lido: 3351
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