“EUROGENDFOR”, ajuda ou desgraça?
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Por Rainer Daehnhardt

Recebo regularmente as comunicações da PHI (Politische Hintergrundinformationen), editadas na Lituânia, porque os países mais ocidentais já não têm liberdade de expressão e, por isso, traduzi a sua análise acerca da criação da EUROGENDFOR (http://www.grifo.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=292&Itemid=1).

Rapidamente verifiquei, que as informações, recolhidas dentro da União Europeia e transmitidas pela Lituânia, estavam certas, sendo desconhecidas do público em geral.

Avolumou-se desde então um grande número de perguntas, que, em parte, apenas “in loco” podiam ser respondidas. Entrei então em contacto com pessoas de diferentes nações, ligadas aos destacamentos, enviadas para a sede em Vicenza (Itália, entre Bréscia e Veneza), bem como com oficiais e diplomatas, que, de uma forma ou de outra, me pudessem dar notícias sobre o que se passa ou, eventualmente, se poderá passar.

Para este efeito, tive de me deslocar a diferentes países, incluindo, obviamente, o norte da Itália.

Fiquei estupefacto ao descobrir que Vicenza é também a sede de uma divisão de infantaria aerotransportada norte-americana, tendo sido utilizada como base de ataques norte-americanos, tanto no leste europeu como na Ásia Menor.

O Parlamento Italiano ratificou (com apenas uma abstenção), no início de Março, a criação da EUROGENDFOR (EUROPEAN GENDARMERIE FORCE), uma espécie de FORÇA SECRETA POLICIAL DE INTERVENÇÃO PARA O ESMAGAMENTO DE REVOLTAS NA EUROPA. Falta agora apenas a ratificação do Parlamento Francês, para que todos os países fundadores dêem, definitivamente, a sua aprovação.

Os países fundadores são a França, Itália, Espanha, Holanda e Portugal. O respectivo tratado foi elaborado e assinado, no ano de 2007, em Velsen. Em 2008 admitiu-se a Roménia como membro de pleno direito e a Turquia recebeu um estatuto de observador. A Polónia e a Lituânia avançaram em 2007 e 2009, respectivamente, para a posição de “países-parceiros”.

A sede da EUROGENDFOR, agora chamada “EGF”, é o seu “PHQ” (Permanent Headquarter), com o “ CoESPU” (Centre of Excellence for Stability Police Units”), que inclui uma academia própria, tudo albergado debaixo da US-AIRBORNE-DIVISION.

A criação da EGF fora do âmbito legal da União Europeia, levou-se a efeito como jogada de xadrez da política globalista, por se recear que países membros da EU não concordassem com a existência de forças militarizadas. Uma vez que a EGF não é considerada juridicamente um órgão da União Europeia, anulou-se assim a hipótese do Parlamento Europeu ter qualquer direito de interferência nas decisões da EGF.

As operações da EGF podem ser colocadas debaixo das Nações Unidas, da NATO, do Fundo Monetário Internacional, ou de qualquer outra organização que ainda se pretenda “inventar”.

A EGF foi criada para ser empregue em “Estados terceiros”. Porém, após o “Tratado de Lisboa”, pode também, por sugestão de qualquer membro, ser empregue na sua própria nação ou nas nações vizinhas.

O seu campo de acção inclui toda a vasta gama da “manutenção da ordem”, incluindo trabalho da polícia criminal, instalação e serviços de aconselhamento a forças policiais locais, vigilância de fronteiras, instalação de serviços secretos de investigação, investigação de provas e aplicação de penas.

A EGF já foi utilizada no Kosovo, no Afeganistão e, ultimamente, no Haiti (forças de manutenção de paz, por enquanto, equipadas com bastão de borracha e gás lacrimogéneo).

A grande diferença da EGF em relação a outras forças militares será a sua rapidez de mobilização.

Quem decide a sua intervenção é o CIMIN, um comité interministerial onde os estados membros da EGF são representados por uma coordenação político-militar. Por enquanto, são a França e a Itália, que possuem uma longa tradição de forças policiais de estatuto militar, quem estão a dominar a organização. Assim, estipulou-se (por enquanto), que um terço dos 15 oficiais no Quartel-general serão membros dos Carabinieri.

A República Federal Alemã não pode ser membro da EGF porque as suas forças policiais não podem agir debaixo de ordens militares, uma das exigências da Comissão de Controlo dos Aliados de 1949, ainda hoje em vigor.

A Nato insiste, porém, em pedidos à RFA para o envio de unidades de polícia, com capacidade de combate militar para o Afeganistão; todavia, isto carece de uma autorização de Washington e de Berlim. Se unidades da polícia alemã forem equipadas e treinadas para o Afeganistão com a bênção de Washington e de Berlim, muito provavelmente também serão integrados na EGF, em Vicenza.

Nos últimos dois anos, a França e a Itália convidaram, ao todo, 19 países para assistirem aos treinos de Outono da “ EUPFT (European Police Force Training).

De momento, planeiam-se as manobras da EGF para 2010, em St. Augustin (RFA), onde está instalada a GSG 9, comparável aos nossos GOIS.

Até aí tudo bem, porque a ordem tem e deve ser mantida!

Tudo muda porém de figura quando se espreita um pouco para além dos bastidores da política internacional e se vê o que eventualmente se está a preparar.

A União Europeia recebeu recentemente um “Presidente da EU”, Herman van Rompuy. (Ver as intervenções de deputados europeus a este respeito no Parlamento Europeu: http://www.youtube.com/watch?v=YWSYMpuCFaQ&feature=related ; http://www.youtube.com/watch?v=8KrOFoq3CQE&feature=related ; http://www.youtube.com/watch?v=bypLwI5AQvY&feature=fvw). Este declarou (ver American Free Press de 22 de Março, pág. 21) recentemente: “THE NATIONS OF THE WORLD NEED GLOBAL GOVERNANCE”. Numa carta memorando, enviada por van Rompuy aos governos momentâneos dos estados membros da União Europeia, chama a atenção para a necessidade da criação de um “new regime of economic governance”.

Visto haver muitos sinais de que se pretende colocar o Fundo Monetário International acima da União Europeia, parece ter-se criado a EGF não a favor da segurança interna das Nações da Europa mas para impedir aos europeus caminhadas próprias.

Ao que parece, a EGF está a ser preparada para bater nas cabeças dos europeus que ainda se identificam com as suas pátrias mães e não desejam ser escravos de um sistema global!

Será que quem amar a sua pátria vai ter que entrar na clandestinidade? 


Lido: 7100

  Comentários (1)
1. Escrito por André Vitorino, em 16-07-2011 21:43
faz lembrar a ocupação da aliança estrangeira a seguir á guerra da patuleia..a pedido do nosso governo da altura..dizem que a história se repete..não sei se se repete, mas que tem « parecenças..tem »

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