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Segredos do Euro 8
Ao que se chegou! O nível das falsificações das notas do Euro já é tal que as máquinas examinadoras não as detectam. Assim, o que interessa hoje não é serem verdadeiras ou não. O importante é que “passem” pela máquina, sem que esta reclame. A ”Zona Euro” não é um país, mas uma espécie de polvo que estende os seus tentáculos à volta do globo, a todos os locais onde os seus “farrapos de papel” são aceites (farrapos esses que nem indicação trazem de quem por eles se responsabiliza). Deveria chamar-se “Absurdistão”. Nem é na Europa sequer que mais notas falsas estão agora a aparecer, mas sim noutros continentes, precisamente nas áreas de acção dos seus tentáculos, onde a verificação da sua autenticidade mais difícil se torna. Uma das mais repetidas promessas vazias que se propagaram aos quatro ventos, quando se impôs (sem plebiscito) esta pseudo moeda, foi a de se tratar de notas impossíveis de falsificar, o que tornaria a sua circulação muito mais segura. Rapidamente se verificou o contrário! As primeiras falsificações, ainda ingenuamente fabricadas em boas máquinas fotocopiadoras, tiveram vida curta. O seu papel não era apropriado e careciam de hologramas de qualidade. Também eram detectáveis por desconhecimento dos dois segredos que sempre se evitou mencionar. Um foi entretanto descoberto. Refiro-me à necessidade das notas “tocarem a Raspa”. Para ser mais claro: na parte superior das notas, existe um grupo de linhas paralelas verticais em alto-relevo. Passando com a unha por cima delas (ou seja, “raspando”) provoca-se um som parecido com: “TAC-TAC-TAC-TAC-TAC-TAC-TAC-TAC-TAC…”. As falsificações por meio de fotocopiadoras não conseguem produzir este efeito, o que tornou fácil a sua detecção. Entretanto, muitos bancos introduziram máquinas de contar notas que também detectavam tais erros, recusando a sua aceitação. O BANCO CENTRAL EUROPEU ainda reportou, em 2010, a retirada de cerca de 750.000 notas falsas de Euros e indicou recentemente, com uma certa satisfação, que o quantitativo de notas falsas em circulação apreendidas em 2011 baixou para 606.000 exemplares. Para os ingénuos, trata-se de um sinal positivo, pois parece que a introdução das máquinas verificadoras baixou o volume de falsificações de Euros em circulação. Acontece porém que a boa colaboração das polícias dos diferentes países, no que diz respeito à fabricação de dinheiro falso, teve resultados muito melhores ainda. Descobriram, por exemplo, oficinas no Sul da Itália, na Bulgária e na Lituânia, que trabalhavam com alta tecnologia chinesa. Os seus produtos tornaram-se muito difíceis de reconhecer. O pior, porém, é a crescente desconfiança criada por países membros da Zona EURO, que estão a colocar grandes quantidades de notas verdadeiras, mas não autorizadas em circulação, para tentar melhorar as suas contas. Portugal é dos poucos países que não estão sob esta suspeita. Até pela simples razão de não nos ter sido permitido imprimir notas de 200,- Euros e de 500,- Euros. Em Bruxelas e Frankfurt consideram-nos um país secundário e de pouco peso que não necessita de imprimir notas grandes. Com a vizinha Espanha já esta situação muda de figura. Assim, existe o perigo de uma espécie de “inflação tolerada, por impossibilidade técnica da sua anulação e ausência de vontade política de verificar quem está por detrás”. Com isto cai mais e mais a confiança em relação ao dinheiro papel (algo já previsto pelos “Protocolos”) e, assim, até bem-vindo pelos defensores da implantação do “chip”. A título de mera curiosidade, refira-se que Portugal é a nação à qual já por duas vezes coube um papel interessante no que diz respeito ao dinheiro papel. No fim do século XVIII, quando o Governo Central impôs a aceitação de dinheiro papel nas ilhas açorianas, os açorianos juntaram todo o dinheiro papel, algo aos seus olhos obviamente sem valor, e fizeram uma fogueira gigante, destruindo-o na sua totalidade. Deve-se mencionar que poucos anos antes já tinham sido forçados por decreto do Governador a aceitar moedas falsas em cobre banhadas a prata, algo que levaram muito a mal (ainda por cima, as falsificações tinham sido feitas por um familiar do Governador). Também foi apenas Portugal que teve um Alves dos Reis que mandou, por sua conta e risco, imprimir notas de 500 reis na tipografia britânica que fornecia o dinheiro a Portugal, colocando as mesmas em circulação através do seu banco em Angola (algo que incrementou substancialmente o comércio angolano). Serenamente, assiste-se em Portugal à agonia do Euro e fazem-se listas dos implicados no roubo do Escudo Nacional, que chegou a ser a 6ª moeda mais forte do mundo, coberto pelas 866 toneladas de ouro, postas de parte, para este efeito. As últimas notícias saídas do Banco Central Europeu confirmam a classificação da EU como sendo uma espécie de “Absurdistão”. Todos os países membros pagaram a sua parte a um fundo de aposentações dos funcionários e deputados da organização da EU. Estes não apenas estipularam pensões base, na ordem de nove mil euros (mensais) como (tocados pela ganância) jogaram à roleta com este fundo de pensões. Aconteceu o que era de esperar! De repente desapareceram, ninguém sabe bem como, nem por culpa de quem, 85 milhões de euros. Óbvio é que cabe aos contribuintes dos Estados Membros reporem este dinheiro, porque seria impensável os eurodeputados ficarem sem as suas pensões. Quem ainda tiver a ingenuidade de pensar que estes não sabem das quantidades de euros que estão a ser impressos e lançados no mercado, legal ou ilegalmente, falsos ou verdadeiros, vai então saber que os representantes dos funcionários do Banco Central Europeu apresentaram no Tribunal da Comunidade Europeia uma queixa, pois não aceitam que as suas pensões estejam sujeitas ao perigo da inflação. Exigem mesmo que seja criado um estatuto especial que crie (apenas para eles) uma PROTECÇÃO ANTI-INFLACIONÁRIA para as suas reformas. Não apenas cometem ou dão cobertura ao crime, como criam a legislação que os protege dos efeitos do mesmo! Parece a raposa a apresentar queixa por perigo de falta de galinhas nos galinheiros! Aproxima-se um tornado ou o tempo da grande vassourada! Lido: 6589
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