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Por Rainer Daehnhardt O gigante da Indústria Militar Dantesca tem sempre umas “guerrinhas” de reserva na gaveta para quando ainda não considera criadas as condições ideais de coordenar os grandes conflitos. Desta vez puxou pela carta da Nigéria. Ao mundo é apresentado um superhomem, que se preocupa com o bem estar de algumas centenas de raparigas raptadas. A realidade, porem, é bem diferente. A Nigéria ultrapassou, nestas semanas, a República da África do Sul no “ranking” da principal economia entre os estados africanos. Ao mesmo tempo, assinou um contrato de 13 mil milhões de dólares com a China Popular para a construção de uma linha férrea de alta velocidade com mil quilómetros de extensão. Em Abril 2014, um Príncipe Nigeriano, Adetokunbo Sijuwade (grande amigo da América), deu uma entrevista, publicada pelo “THE WASHINGTON TIMES”, na qual lançou fortes avisos acerca do sucesso chinês ao instalar-se em toda a África. As companhias petrolíferas americanas continuam a explorar os poços de petróleo e de gás em frente à costa africana, mas pouco se importaram com o interior do continente. São bancos chineses que se instalaram e financiam as infra-estruturas, estradas, pontes e a construção civil. A China Popular deseja investir em África uma boa parte do seu dinheiro americano. Acumulou-o devido à transferência de imensas indústrias americanas para o Oriente, em busca de mão de obra mais barata. O Primeiro Ministro Chinês, Li Kequiang, acabou de realizar uma viagem à volta de África, onde participou, em Abuj, no Foro Comercial Africano, declarando que a China tenciona aumentar os seus actuais investimentos em África de 200 mil milhões de dólares para o dobro. Declarou também que a China planeia criar uma rede ferroviária nova para ligar todas as capitais africanas. Logicamente, isto é a porta de acesso a todas as matérias primas africanas, que interessam à China para fortalecer a sua posição mundial. Perder estas negociatas, e, pior ainda, ter de assistir a uma exploração chinesa deste vasto continente é, na mentalidade “Wall-Street-iana”, razão para lançar uma guerra. O banditismo Boko Haram veio mesmo a calhar, porque permite a intervenção com a bandeira de querer fazer bem e salvar as raparigas. Atitude mais nobre não se pode imaginar! Estranho porém é, que é precisamente agora que os media encartados no programa dos protocolos descobrem a urgente necessidade de intervir em defesa das centenas de alunas raptadas. Basta frequentar qualquer firma nigeriana em Londres para se aperceber um pouco da realidade. A Nigéria sempre foi um Império onde houve tribos que mandavam e outras que obedeciam. O racismo interior sempre foi maior do que o de fora para dentro. Ainda hoje se verifica, entre a comunidade nigeriana radicada em Londres, um grande fosso divisório entre as diferentes tribos. Evitam o contacto e sabem muito bem quem é da tribo que manda e quem é da que obedece. A estas diferenças tribais juntam-se as diferenças religiosas e as das camadas sociais. Ainda há poucos meses foram queimados vivos centenas de nigerianos dentro das igrejas cristãs incendiadas. Imagens horrendas percorreram o mundo, mas a maioria dos media não as publicou. Era inconveniente na altura. Agora, por causa de uns contratos inconvenientes para cérebros da Wall Street e da City já é altura de lançar uma guerra! A escravatura, o rapto, a violação, a venda de seres humanos, existe por estas bandas há milénios e não vai ser esta guerra que o vai impedir. Este fogo agora lançado pode, porém, rapidamente espalhar-se para vastas zonas deste grande continente e mais miséria haverá! Lido: 11062
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