Iraque: Amnistia Internacional investiga desaparecimento de 200 mil AK-47
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ImageComo podem 200.000 espingardas automáticas AK.47 e toneladas de munições destinadas à polícia e exército iraquianos terem pura e simplesmente desaparecido sem deixar rasto? Esta é uma pergunta que nenhum membro do Departamento de Estado norte-americano para a Defesa parece querer ou poder responder. Os factos remontam a Agosto de 2004, quando quatro aviões de carga, contendo toneladas de armamento destinado ao Iraque, partiram de uma base militar norte-americana na Bósnia com destino a Bagdad, mas que segundo os registos do aeroporto da capital iraquiana nunca terão aterrado neste destino, conforme programado.

O facto de se ter perdido o rasto destas armas permite pensar que possivelmente poderão ter caído em mãos erradas, nomeadamente nas mãos dos movimentos de guerrilha locais.         Por outro lado, o mistério que paira sobre o desaparecimento das armas tem levantado outras questões que envolvem o Pentágono e a forma como este organismo contratou empresas para despachar armamento que se encontrava armazenado desde o final do conflito da Bósnia, na década de 90, e cujo destino seria a destruição.
Embora não exista nada de ilegal no facto do Pentágono querer fazer chegar estas armas à polícia e exército iraquianos, existem várias dúvidas na forma pouco transparente como decorreu o processo de contratação das empresas que viriam a estar envolvidas no transporte e entrega destas armas.
Inicialmente, o Departamento da Defesa pediu às embaixadas norte-americana e inglesa na Bósnia para que estas contactassem empresas que tivessem já estado envolvidas no envio de armas para o regime de Saddam Hussein, bem como no fornecimento de armamento para os Balcãs durante os conflitos que assolaram esta região. Uma dessas empresas seria a Aerocom, que esteve sob investigação das Nações Unidas em 2003, e que foi condenada posteriormente pelo seu papel no negócio da troca de armas por diamantes na Serra Leoa e na Libéria.
Mesmo assim, a Aerocom foi a empresa contratada para transportar as AK-47 para Bagdad, a partir da base militar norte-americana de Tuzla, no norte da Bósnia. De acordo com a Amnistia Internacional, que está a levar a cabo uma investigação sobre este assunto, não existem registos para onde as armas seguiram depois de saírem do espaço aéreo da Bósnia.
De salientar que no dia do primeiro carregamento, o governo da Moldávia retirou a licença à Aerocom por violações de segurança e outras irregularidades.
Por outro lado, o relatório da Aministia Internacional confirma que o Pentágono, embora tenha contactado a sua embaixada em Sarajevo, utilizou também duas firmas – cujos nomes estiveram relacionadas com o escândalo das prisões de Abu Ghraib -  para vigiarem o transporte das armas. Estas duas firmas, a TAOS e a CACI, por sua vez subcontrataram outras empresas envolvidas em negócios de armas na Inglaterra, Sérvia, Bósnia, Croácia e Moldávia, esta última, onde se encontra sediada a Aerocom.
Quando a NATO, os Estados Unidos e o Iraque questionaram estas empresas sobre a localização das armas, a única resposta que obtiveram foi que as mesmas desconheciam qualquer plano de carregamento de armas da Bósnia para o Iraque.
No entanto, de acordo com vários jornais ingleses, duas firmas envolvidas nesta teia  afirmaram possuir documentos comprovativos em como as armas tinha sido entregues no Iraque, mas recusaram-se a reproduzir esses mesmos documentos por razões de segurança.
A verdade é que passados quase dois anos, continua por se descobrir o paradeiro destas cerca de 90 toneladas de armas e munições que partiram da Bósnia e que custaram ao bolso dos contribuintes norte-americanos qualquer coisa como cerca de 400 milhões de dólares.

Por Richard Walker, American Free Press e S.Fernandes


Lido: 1970

  Comentários (1)
1. Questionado sobre se
Escrito por Nabila website, em 10-01-2017 16:48
Questionado sobre se houve um acordo tácito entre os 27 para que não haja referendos na generalidade dos países da UE, Durão Barroso garante não ter dado por nada. "Se houve, não dei por esses acordos". Está visto que daqui a uns tempos, lá vem o desgraçado queixar-se de que foi enganado outra vez.

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