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Por Mike Blair, American Free Press e S. Fernandes
Enquanto os Estados Unidos hesitam em explorar o petróleo e o gás natural na costa da Florida, por motivos ambientais, a China agarrou a oportunidade de tirar proveito de grande parte das reservas que se estendem desde a Amérca Latina até quase à costa norte-americana, passando pelas Caraíbas. Este verdadeiro “negócio da China” foi conseguido através de um acordo com o presidente cubano, Fidel Castro, que vai permitir aos chineses a exploração intensiva das reservas petrolíferas até muito próximo do território da Florida. Ao mesmo tempo, também o líder venezuelano, Hugo Chávez, que controla as principais reservas petrolíferas do ocidente, está a ultimar acordos para a venda do petróleo do seu país à China, petróleo esse até agora destinado ao mercado norte-americano.
Por seu lado, o novo regime esquerdista da Bolívia nacionalizou toda a indústria do gás natural, podendo também vir a ameaçar o fornecimento aos Estados Unidos. Enquanto isso, vão surgindo notícias de que as empresas chinesas preparam-se para iniciar a prospecção na costa cubana, não muito distante do Canal da Florida, onde se estima que existam reservas de cerca de 4,6 a 9,3 mil milhões de barris de crude. Esta quantidade é comparável à existente no Parque Natural do Alasca, onde a prospecção foi suspensa pelo Congresso devido a pressões de grupos ambientalistas, que alertaram para o perigo que corriam algumas espécies protegidas. Embora diversos especialistas tenham posto de parte essa hipótese, a lei que permitiria a exploração destas reservas não passou no Senado por apenas dois votos. Por outro lado, após as eleições de Julho no México, cujas previsões apontam para a subida ao poder de mais um regime hostil a Washington, os Estados Unidos poderão ver-se privados também do crude mexicano. Neste momento, 40 por cento do petróleo importado por Washington é proveniente da Venezuela e do México. Enquanto isso, os chineses já reabriram uma refinaria russa abandonada em Cuba e grande parte do gás natural aqui extraído deverá ter como destino Freeport, nas Bahamas, onde através da firma Hutchinson-Whampoa a China já beneficia de importantes facilidades portuárias e aeroportuárias. Entretanto, o senador norte-americano Larry Craig solicitou uma legislação que permita amenizar as restrições que impedem os Estados Unidos de negociarem com Cuba, na expectativa de que as imposições que impedem os americanos de explorar as reservas na Costa da Florida sejam também elas levantadas. “O mais irónico nisto tudo é que a exploração por parte dos chineses pode ser bem mais grave para o ambiente, na medida em que a China não está preocupada, nem sequer equipada, para lidar com um potencial desastre ecológico nesta região, como por exemplo uma maré negra”, afirmou Craig. Lido: 3498
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