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Após o colapso da União Soviética, os Estados Unidos tornaram-se numa “indisputada” potência mundial. Contudo, o governo dos Estados Unidos está ainda mais mergulhado em dívidas do que os países europeus, embora o seu PNB ainda cresça mais depressa do que a dívida nacional. Isto, porém, é um crescimento doméstico, pois é produzido quase exclusivamente por uma imigração ilegal de milhões de refugiados empobrecidos provenientes da América Latina.
Além disso, a balança comercial dos EUA com o estrangeiro tem sido negativa desde 1980. Desde o fim da década de 1990, este déficit cresceu de modo tão gigantesco (cerca de 5% do seu PNB flui para o estrangeiro) que já se fala numa venda da América a prestações. Este déficit é financiado pela dívida pública e privada. Ambas atingiram um nível ao qual o pagamento é impossível sem que se proceda a uma gigantesca redistribuição da riqueza, podendo levar a um aumento colossal das tensões sociais. Recordemos os distúrbios de 1992 em Los Angeles e de Cincinnati, em 2001 e poderemos nos aperceber do “dinamite” racial e da tensão socio-económica dentro do usualmente pacato vulcão americano, que poderá entrar em erupção a qualquer momento. Todo o mundo, incluindo os países ricos europeus e asiáticos, têm colaborado para manter a economia americana em crescimento com o aumento constante dos empréstimos e créditos. Por outro lado, quase todos os países do Terceiro Mundo estão tão profundamente endividados às nações ocidentais, que os seus principais esforços económicos são dirigidos para o pagamento do juro sobre os seus débitos, apenas para conservarem os seus credores sossegados. Por outras palavras, existe actualmente uma implacável redistribuição da riqueza dos países pobres para os países ricos, como resultado da "escravatura do juro". Tornou-se necessário um perdão generalizado das dívidas do Terceiro Mundo. Contudo, isto causaria tremendas perturbações dentro dos círculos financeiros globais, pois muitos empréstimos bancários americanos não possuem seguro. Em contraste, os bancos europeus habitualmente exigem maior segurança: “perdoam" as dívidas, apoderando-se de parte das economias das nações devedoras. "Pardoando" os seus empréstimos, a Wall Street perderia muito do seu poder e cairia nas mãos dos bancos europeus. Isto quase aconteceu no início dos anos 80, quando um colapso do sistema bancário se evitou somente pela intervenção maciça do governo norte-americano. Em 1999, a Ásia escapou por pouco a um colapso económico e desde então, as economias nacionais dos "países do tigre” asiáticos têm estado suspensas por um fio. Desde que a economia norte-americana continue a crescer e a absorver pelo menos parte da superprodução asiática, podemos esperar que a actual situação se mantenha. Quando, contudo, o estado da economia norte-americana se revelar, ela provavelmente produzirá outro efeito de dominó, que empurrará o mundo para o abismo económico, como em 1929. Podemos esperar que os círculos governamentais recorrerão à guerra perpétua e aos conflitos bélicos como forma de distrair as massas das tensões sociais, “resolvendo” assim temporariamente a crise económica. Nesta perspectiva, podemos compreender parte do motivo que levou à guerra dos Estados Unidos contra o Iraque. Em 2002, o Iraque abandonara o dólar e começara a fazer as suas transacções em euros. Se nessa altura as outras nações produtoras de petróleo tivessem seguido o exemplo do Iraque, como algumas pensaram fazer, o dólar já teria entrado em colapso. Os Inimigos da Humanidade É inevitável que todo o prestamista exija uma compensação pelo dinheiro ou bens emprestados. Essa compensação é o juro. O factor decisivo no desenvolvimento da crise da dívida não tem sido o juro simples, mas sim o juro composto (juro sobre o juro). É isto que tem causado a explosão exponencial da dívida de todo o mundo. Nenhuma função matemática cresce mais depressa do que o juro composto. Por esta razão, o juro composto tem de ser considerado como o principal inimigo da Humanidade. Romper a escravidão do juro composto é a única saída do diabólico ciclo do endividamento, da miséria, da ditadura, da guerra e revolução que têm deixado nos um rasto terrível de sangue através dos últimos anos da história. Escusado será dizer que expressar tais observações é fazer inimigos de todos aqueles cuja riqueza e poder são edificados sobre o juro composto. Isto inclui todo aquele cuja riqueza deriva não de trabalho produtivo honrado, mas antes das dívidas dos outro. Os seus nomes são facilmente identificáveis. São os financeiros internacionais que escravizam economias inteiras nacionais, os plutocratas globais, que emprestam dinheiro ao público assim como a oficiais irresponsáveis corruptos que andam irreflectidamente a criar a dívida pública. São os ricos, os poderosos e os sem escrúpulos deste mundo, assistidos pelos políticos e meios de comunicação das massas cuja finalidade é marginalizar e perseguir os que se opõem a este inimigo comum. Entre os inimigos da Humanidade devem incluir-se os ideólogos que preparam a Nova Ordem Mundial. insistindo na destruição das identidades nacionais étnicas e culturais. Através desse método, criam uma massa global de consumidores homogeneizados, desaculturados, e desenraizados, que perderam a sua identidade e cujas exigências globais de massa podem ser lucrativamente satisfeitas pela produção global, também em massa. Estamos neste momento a assistir à génese do novo “homem”, padronizado, cujo pensamento social e político pode ser dirigido por meios de propaganda global. Por Germar Rudolf Lido: 3388
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