Rússia: Putin anuncia medidas para combater crise demográfica
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Extracto do discurso sobre o Estado da Nação proferido pelo presidente russo, durante o qual foram anunciadas medidas sem precedentes para combater a crise demográfica no país. As medidas em si não são inovadoras, mas os valores envolvidos são um excelente indicador do estado da economia deste país.

“O que é o mais importante para o nosso país? O Ministério da Defesa sabe o que é. Vou falar de amor, de mulheres e crianças. Vou falar da família e sobre o urgentíssimo problema que o nosso país enfrenta: o problema demográfico.
Os problemas do desenvolvimento económico e social que enfrentamos hoje levam-nos a uma questão muito simples: para quem estamos a fazer tudo isto? Como sabem, a população do nosso país tem vindo a decrescer à ordem de 700 mil pessoas por ano. Já falámos disto muitas vezes, mas pouco fizemos para encontrar uma solução. Para resolver este problema é necessário que tomemos medidas. Primeiro, temos de baixar a taxa de mortalidade. Segundo, precisamos de uma política de imigração eficaz. Terceiro, temos de aumentar a taxa de natalidade.
Quanto à política de imigração, a nossa prioridade é atrair os nossos compatriotas que estão no estrangeiro. Neste sentido, temos de fomentar a imigração de pessoas especializadas, instruídas e ordeiras para a Rússia. Quem vier para o nosso país terá de respeitar a nossa cultura e as nossas tradições nacionais.
Mas imigração alguma resolverá os nossos problemas demográficos, se não criarmos as condições e os estímulos necessários para a taxa de nascimento aumentar aqui, dentro do país. E não podemos resolver este problema, se não tivermos um programa de apoio eficaz  às mães, às crianças e às famílias. Por isso proponho a criação de um programa para estimular o aumento dos nascimentos. Proponho medidas especiais para o apoio das famílias jovens e das mulheres que se proponham a ter filhos e os queiram criar. O nosso objectivo é incentivar as famílias a terem um segundo filho. O que é que impede as famílias jovens, as mulheres, a tomarem essa decisão, sobretudo se falarmos de um segundo ou terceiro filho? A resposta é conhecida de todos. São, entre outros, os baixos rendimentos, as condições precárias de habitação, a incerteza do acesso da criança a cuidados de saúde eficientes e à educação e – sejamos sinceros – a incerteza de terem comida suficiente para as alimentar.
O que vamos fazer? Penso que temos de aumentar significativamente o abono das crianças com menos de um ano e meio. No ano passado, aumentámos esta ajuda de 500 para 700 rublos. Sei que muitos deputados apoiaram activamente esta decisão. Proponho que se aumente o abono do primeiro filho de 700 para 1500 rublos por mês e do segundo filho para 3000 rublos por mês. E as mulheres que trabalham e que tiraram licença de parto deverão receber do Estado pelo menos 40% do seu antigo ordenado até a  criança atingir o ano e meio de vida.”

Extracto do discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin no Parlamento
(Discurso do Estado da Nação) de Maio de 2006
Fonte: Nova Solidariedade – nº 21 – 24.5.2006    


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