RD Congo: febre pulmonar continua a alastrar
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ImageA ONU acaba de enviar um contigente de 2.000 soldados para a República Democrática do Congo para supervisionar o processo eleitoral daquele país africano, que culmina com a eleições gerais no próximo dia 30. Paralelamente, partiram também para a região soldados portugueses, integrados na força de intervenção rápida da missão militar da União Europeia (UE), destacada para apoiar os "capacetes azuis" da ONU.  A República Democrática do Congo não só é das zonas mais instáveis politicamente como é também uma das regiões mais perigosas no que diz respeito a doenças contagiosas. Desde o início do ano já morreram naquele país mais de 100 pessoas vítimas de um surto de febre pulmonar. Só a título comparativo, a gripe aviária, com muito mais destaque nos media, provocou 123 mortes desde 2003.

Entretanto, na Província de Ituri, no nordeste do país, surgiu um novo surto da peste nas últimas semanas. Esta região é conhecida por representar um dos focos mais activos da peste humana à escala mundial com cerca de mil casos por ano. Os Médicos Sem Fronteiras constataram que em pouco tempo, de 150 infectados, 20 morreram. Visto que uma população de mais de 100.000 habitantes teve contacto com estas pessoas o Governo instalou duas estações de isolamento para evitar que a epidemia se alastre. O coordenador congolês, Jérome Souquet, declarou: “se não houver uma acção imediata por parte de todas as organizações e instituições presentes, podemos facilmente perder o controlo desta epidemia. É indispensável descobrirmos todas as pessoas que sirvam de contágio. Só nos últimos dias já assistimos à passagem da peste para outras províncias. Caso passe para as zonas de guerra dificilmente se evitará uma catástrofe”.

A peste pulmonar sendo da mesma origem que a peste bubónica, manifesta-se nos pulmões e é tida como sendo mais perigosa pois, pode ser transmitida pelas vias respiratórias, ao passo que a peste bubónica é transmitida pelas pulgas ou por roedores. Quando detectada a tempo, pode ser curada com a ajuda de antibióticos.

Fonte: Pressemitteilungen Ärzte ohne grenzen, DE,  2006


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