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Todas as guerras servem de “laboratório” para testar novos tipos de armamentos. A ofensiva que Israel levou a cabo em Gaza em finais de Junho, três semanas antes de atacar o sul do Líbano, parece não fugir a essa regra. Confrontado com ferimentos nunca antes vistos, o chefe do serviço de Urgências do Hospital al Shifa, em Gaza, lançou um alerta sobre a utilização por parte do exército israelita de um novo tipo de munições químicas não detectáveis através de Raio-X, que está a vitimar centenas de pessoas com queimaduras e ferimentos graves a nível dos órgãos internos.
Segundo o Dr. Jomaa al Saqqa, este novo tipo de munições é constituído por substâncias químicas e urânio empobrecido. Em entrevista ao editor do sector internacional do “Gulf News”, o Dr. Sagqa declarou que a operação militar “Chuva de Verão” não se tratou apenas do nome de código de mais uma operação lançada por Israel em Gaza, a 26 de Junho. “Estão a ser feitos testes com estas novas munições que até agora já mataram mais de 50 palestinianos e feriram cerca de 200”, declarou. Até ao momento desconhece-se ao certo qual o tipo exacto de químicos utilizados nestas munições, porque antes do início desta operação o exército israelita, num dos seus muito ataques “cirúrgicos”, bombardeou o laboratório criminal de Gaza. O Dr. Saqqa que trabalha há cerca de 10 anos no Hospital al Shifa, o mais bem equipado da região, confessou nunca ter visto antes este tipo de ferimentos, tendo notado logo no início da operação “Chuva de Verão” que os ferimentos eram extremamente invulgares. “Na altura pensei que se devesse a um ataque de curta distância e que a temperatura das balas fosse tão elevada que ao penetrar no corpo das vítimas causasse este tipo de escoriações. Mais tarde apercebi-me que o tipo de ferimentos das pessoas que deram entrada neste hospital depois do início da operação eram demasiado semelhantes entre si. Verifiquei igualmente que, apesar das lesões nos órgãos internos serem gravíssimas, não eram detectáveis quaisquer tipo de fragmentos ou estilhaços através de Raio-X. Por outras palavras, as munições ter-se-iam dissolvido ou teriam sido absorvidas pelo corpo humano”, afirmou o médico. Perante a gravidade da situação, o Dr. Saqqa reafirmou a importância das autoridades de saúde se deslocarem ao Hospital al Shifa, em Gaza, afim de examinarem os ferimentos das vítimas “A situação é péssima, ainda para mais porque entre os 200 feridos, encontram-se 50 crianças que estão a sofrer horrores com ferimentos internos causados por este novo tipo de munições”, declarou. O “Gulf News” tentou contactar o porta-voz do exército israelita, mas este não se encontrava disponível para comentar estes factos. Nota: A entrevista foi realizada pelo jornalista Duraid Al Baik, editor do Internacional do “Gulf News” e publicada no dia 11 de Julho (versão online) e dia 13 (versão impressa) deste órgão de comunicação com sede em Dubai. A versão europeia foi publicada em alemão pelo nosso parceiro Zeit-Fragen a 17 de Julho.
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