O ARCANJO JUSTICEIRO ao lado de NOSSA SENHORA xilogravura do reinado de D. João I (Museu-Luso-Alemão)
 por Rainer Daehnhardt Qualquer automobilista é responsabilizado por suas acções no trânsito. Um restaurante é responsabilizado pelo que serve á mesa. Um médico é responsabilizado pela sua conduta profissional. Então, por que razão, nenhum político é responsabilizado pelos seus actos? Instalou-se mundialmente um sistema de intocabilidade religiosa em dois meios fortemente interligados, que são o financeiro e o político. O pior que pode acontecer a um financeiro ou a um político é não ser re-eleito para o seu cargo. As desgraças que as suas actuações causam a tanta gente são consideradas irrelevantes. Isto está profundamente errado! Procurar vestígios de corrupção, para ver se algum banqueiro ou governante acumulou fortunas pessoais de forma ilegal, é apenas um levantar de uma cortina de fumo, para não mostrar a verdadeira gravidade da situação. Os seus comportamentos devem ser vistos, individualmente, como as origens das feridas, que as suas acções causaram, com efeitos nefastos, ao povo e à pátria, que supostamente deviam defender. Proponho que pessoas qualificadas "avaliem a performance" (permito-me, neste caso específico, a usar a terminologia dos próprios), de todos os políticos, que ocuparam cargos no pós-25 de Abril de 1974.
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